BNDES lista 15 projetos para ampliar metrô e VLT no Rio com investimento de R$ 68 bilhões
Projetos priorizados pelo banco incluem novas linhas de metrô, VLT e BRT para conectar Rio, Baixada e Região Metropolitana
Por Redação Diário Local
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apontou 15 projetos prioritários para ampliar a rede de metrô, VLT e BRT no Rio de Janeiro, na Baixada Fluminense e na Região Metropolitana. O conjunto de propostas abrange 544 quilômetros de extensão e demanda um investimento estimado em R$ 68 bilhões.
O financiamento para as obras deve vir do BNDES. O governo do estado manifestou a expectativa de que os recursos sejam liberados ainda este ano, embora não exista um cronograma definido para o começo das atividades.
Quais são os principais projetos de expansão?
Entre as prioridades listadas pelo banco está a extensão da Linha 2 do metrô, que seguiria do Estácio até a Praça 15. Outro projeto relevante é a Linha 3, que pretende estabelecer uma conexão entre o Rio de Janeiro e São Gonçalo, com trens passando por baixo da Baía de Guanabara até chegar a Niterói, na Praça Arariboia, e seguir para Alcântara, totalizando 12 estações.
O planejamento também inclui uma nova linha de metrô entre as estações Uruguai, na Tijuca, e Del Castilho, com previsão de sete estações. Há ainda a proposta de estender a Linha 4 até o Terminal Alvorada e um projeto para ligar a Alvorada a Cocotá, na Ilha do Governador, por meio de uma linha com 20 estações.
No setor de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), está prevista uma linha ligando Botafogo ao Leblon e à Gávea, percorrendo vias como as ruas São Clemente, Voluntários da Pátria, Humaitá e Jardim Botânico.
Impacto na mobilidade e meio ambiente
A ampliação da rede visa reduzir a dependência do transporte rodoviário. Segundo um estudo do Instituto de Energia da PUC-Rio, 90% dos deslocamentos na Região Metropolitana são realizados por carros, vans, ônibus e motos. De acordo com o estudo, o transporte rodoviário chega a poluir 46 vezes mais por passageiro e quilômetro rodado do que os sistemas de trens e metrô.
Além da questão ambiental, especialistas citam o combate aos congestionamentos, à poluição sonora e ao estresse de passageiros. A eficiência do sistema também é um fator determinante: de acordo com a concessionária Metrô Rio, apenas uma composição ferroviária pode retirar até 900 carros das ruas.
Para viabilizar os estudos de viabilidade das Linhas 3 e 4, o custo estimado é de R$ 32 milhões. Técnicos da Secretaria estadual de Transportes também analisam a expansão da Linha 4 em direção ao Recreio.
