Shell registra lucro de US$ 10,81 bilhões no 3º trimestre e amplia recompra de ações
Lucro da petrolífera quase dobrou em relação ao ano anterior, impulsionado por margens de refino recordes e preços de energia.
Por Redação Diário Local
A Shell registrou lucro líquido de US$ 10,81 bilhões no terceiro trimestre de 2026, valor que supera as estimativas de analistas e quase dobra o montante obtido no mesmo período do ano anterior. O resultado, divulgado pela companhia nesta quinta-feira (29), reflete o impacto da alta nos preços de energia e de margens de refino recordes.
O desempenho da petrolífera foi impulsionado por margens de refino que atingiram US$ 42 por barril, patamar muito superior aos US$ 11,6 registrados há um ano. A valorização ocorre em um cenário de interrupção no abastecimento global de energia devido ao conflito no Oriente Médio.
Com um fluxo de caixa operacional de US$ 21,7 bilhões, a empresa anunciou o aumento de seu programa trimestral de recompra de ações. O montante destinado à medida subiu de US$ 3 bilhões para US$ 5 bilhões, configurando o segundo maior programa da história da companhia.
O setor de gás integrado da Shell apresentou lucro de US$ 3,04 bilhões, superando a previsão de US$ 2,93 bilhões feita pelo mercado. A área de upstream, voltada para exploração e produção, também superou as expectativas ao registrar US$ 3,19 bilhões de lucro.
Apesar dos resultados financeiros, a produção de petróleo e gás da companhia apresentou queda de 17% nos primeiros nove meses de 2026 em relação ao ano anterior. A redução foi provocada principalmente por interrupções nos volumes provenientes do Catar, decorrentes do conflito regional.
Em contrapartida à queda na produção, os volumes de liquefação de Gás Natural Liquefeito (GNL) cresceram 12%. O aumento foi impulsionado pela expansão da LNG Canada, o que ajudou a compensar parcialmente as interrupções de suprimento no Catar.
No início do pregão, as ações da Shell apresentaram alta de 2,9%. O desempenho ficou acima do ganho de 0,7% registrado pelo índice de empresas europeias do setor de energia.
Desde o final de 2022, a Shell reportou um retorno total aos acionistas de 120%, incluindo dividendos reinvestidos. O percentual supera o desempenho de outras grandes petrolíferas, como ExxonMobil, TotalEnergies, BP e Chevron, conforme dados da própria empresa.
