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Crise Hídrica

Sistema Cantareira utiliza transposição de águas e redução de pressão para evitar volume morto

Transposição do Rio Paraíba do Sul e redução de pressão noturna evitam que reservatórios atinjam níveis críticos

Por Redação Diário Local

O Sistema Cantareira utiliza a transposição de águas do Rio Paraíba do Sul e a gestão de demanda noturna para evitar que os reservatórios atinjam o nível de volume morto. As medidas buscam mitigar os efeitos da estação seca e da baixa vazão dos rios.

O reservatório encerrou o mês de julho com 36,7% de seu volume útil, o equivalente a 360 bilhões de litros. Sem o uso da transposição e da redução de pressão, a estimativa da Sabesp é que o sistema estivesse operando hoje com cerca de 16% de capacidade, o que representaria 157 bilhões de litros.

Como funciona a transposição de águas?

A transposição permite que uma parte da água do Rio Paraíba do Sul seja direcionada para abastecer o Cantareira em períodos de escassez. Atualmente, são captados até 8,5 metros cúbicos por segundo (m³/s) do rio para o sistema.

Em julho, a vazão natural do Paraíba do Sul ficou em torno de 15 m³/s, enquanto a média histórica para o período é de 26,6 m³/s. Devido à situação, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) autorizou, em caráter excepcional e temporário, a ampliação do limite anual de extração do rio para 268,28 bilhões de litros.

Até a última quinta-feira (30/07), já haviam sido utilizados 139 bilhões de litros desse limite autorizado pela ANA.

O que é a gestão de demanda noturna?

A gestão de demanda noturna (GDN) consiste na redução da pressão da água durante a noite para economizar o volume dos reservatórios. Segundo a Sabesp, a medida foi responsável pela economia de 183 bilhões de litros desde agosto do ano passado, o que equivale a aproximadamente um quinto do volume útil do Cantareira.

Na última sexta-feira (31/07), o governo estadual anunciou que o período de redução de pressão passará a ser de oito horas, das 22h às 6h, com início em agosto. A mudança ocorre após o período anterior, que ia das 19h às 5h, ser responsável por uma economia significativa para o sistema.

A justificativa para a alteração envolve as chuvas registradas em junho e no fim de julho na região de Extrema (MG), que interferem no sistema, além do volume de água atual estar acima do projetado pela administração estadual para o mês.

Qual é a situação atual do sistema?

Atualmente, o Cantareira opera na faixa de alerta, que compreende o intervalo entre 30% e 40% da capacidade útil. Nesse estágio, a captação é limitada a 27 m³/s, somados aos até 8,5 m³/s provenientes da transposição.

Marco Antônio Barros, diretor de Produção, Tratamento e Manutenção Estratégica, afirmou que, sem as medidas de contenção, o sistema enfrentaria restrições ainda mais severas. Segundo ele, a gestão de demanda noturna é necessária para garantir a regularidade do abastecimento diante do cenário de estresse hídrico.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.