Setor de tecnologia impulsiona S&P 500 a máxima histórica nesta quinta-feira (13)
Queda nos preços do petróleo e inflação ao produtor abaixo do esperado estimulam investidores e favorecem o mercado de ações.
Por Redação Diário Local
O índice S&P 500 atingiu uma máxima recorde intradiária nesta quinta-feira (13), impulsionado pelo desempenho positivo das ações do setor de tecnologia. O avanço ocorreu em um cenário onde a queda nos preços do petróleo estimulou o apetite por risco entre os investidores.
A alta das bolsas americanas também foi favorecida pela divulgação de dados de inflação ao produtor nos Estados Unidos, que vieram mais fracos do que o previsto pelo mercado. O resultado trouxe maior otimismo quanto ao comportamento da política monetária do país.
No setor tecnológico, que liderou os ganhos, o índice de tecnologia da informação do S&P 500 registrou alta de 1%. Entre as principais empresas, a Microsoft avançou 1,4%, a Nvidia subiu 0,6% e a Apple ganhou 0,5%.
O Nasdaq Composite acompanhou o movimento e subiu 0,92%, fechando em 26.832,54 pontos. Já o Dow Jones Industrial Average avançou 0,36%, para 53.960,29 pontos, sustentado pelas valorizações nos setores financeiro e de saúde.
Os preços ao produtor (PPI) nos Estados Unidos registraram alta de 4,7% na base anual em julho, número abaixo da projeção de 4,9% feita por analistas consultados pela FactSet. O dado mostrou estabilidade no período.
A divulgação do PPI ocorre após dados favoráveis da inflação ao consumidor de julho. Juntos, esses indicadores reforçaram a expectativa de que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, mantenha a taxa de juros inalterada em sua próxima reunião.
Com os novos números, o mercado aumentou as apostas de manutenção dos juros pelo Fed para 65%, segundo juros futuros, comparado aos 60% registrados antes do anúncio. O analista de estratégia de investimentos da Edward Jones, Brock Weimer, pontuou que o início de julho foi marcado por uma rotação de mercado.
Segundo Weimer, houve uma saída de algumas áreas, como a de tecnologia, para setores mais orientados ao ciclo econômico. Nesse contexto, o petróleo Brent recuou 2,2% nesta quinta-feira (13), após seis pregões consecutivos de alta, diante de avaliações sobre a demanda global e o aumento de estoques nos Estados Unidos.
