Fenômeno Super El Niño pode elevar preços de commodities em 15%, projeta Goldman Sachs
Relatório de banco projeta alta de até 100% em itens como arroz, café e açúcar devido ao fenômeno climático até 2028.
Por Davy Albuquerque
O fenômeno climático Super El Niño deve elevar os preços globais de commodities em mais de 15%, de acordo com projeções do banco Goldman Sachs. O relatório do banco americano antecipa que o impacto nos custos de alimentos pode se estender até 2028.
A projeção indica que o fenômeno pode provocar variações drásticas em culturas específicas de grande importância comercial. Itens como arroz, óleo de palma, açúcar e café podem registrar altas de até 100% nos preços durante o período.
O cenário de riscos climáticos também é monitorado por outras organizações internacionais de grande relevância. O Banco Mundial reforçou o alerta sobre os potenciais efeitos do fenômeno no mercado global de suprimentos.
A instabilidade nos preços de alimentos é um dos principais pontos de preocupação para a economia global. A variação nos custos das commodities impacta diretamente a inflação de alimentos em diversos países.
O fenômeno Super El Niño altera padrões de chuva e temperatura em escala mundial. Essas mudanças climáticas afetam o ciclo de produção agrícola e a oferta de produtos básicos no mercado.
Especialistas apontam que a volatilidade nos preços pode exigir novas estratégias de segurança alimentar. A projeção do Goldman Sachs coloca o mercado em estado de atenção para os próximos anos.
A recorrência de eventos climáticos extremos tem gerado incerteza para produtores e consumidores. O monitoramento contínuo das condições meteorológicas é essencial para prever a oferta de grãos e outros itens.
Com a possibilidade de altas expressivas, o controle de custos de produção torna-se um desafio para o setor agroindustrial. O impacto esperado até 2028 desenha um cenário de pressão sobre o poder de compra global.
