Ações da Suzano sobem quase 3% com expectativa de reajuste nos preços da celulose
Papel da Suzano registrou alta de 2,81% nesta terça-feira (22) após anúncio de elevação de preços para clientes na Ásia, Américas e Europa.
Por Redação Diário Local
As ações da Suzano (SUZB3) fecharam a sessão desta terça-feira (22) com alta de 2,81%, cotadas a R$ 48,58. O desempenho ocorre em meio ao anúncio de reajustes nos preços da celulose para o mês de outubro em diferentes regiões do mundo.
A companhia comunicou aos clientes localizados na Ásia uma elevação de US$ 20 por tonelada. Já para os mercados das Américas e da Europa, o aumento previsto é de US$ 50 por tonelada.
O Bradesco BBI indicou que o anúncio dos reajustes está alinhado à expectativa de que os preços da celulose permaneçam sustentados no curto prazo. Segundo a instituição, a rodada de aumentos demonstra fundamentos sólidos em todas as regiões atendidas.
Na China, a expectativa é de que a elevação de preços seja amplamente implementada. O cenário é motivado pelo baixo nível de estoques nas fábricas de papel e pela necessidade de recomposição de estoque antes de um período de demanda sazonalmente mais forte.
A dinâmica de custos também deve oferecer suporte adicional ao setor. Os preços de cavacos de madeira importados para a Ásia seguem acima de US$ 200/bdmt, e a alta nos custos de insumos mantém a curva de produção em patamares elevados.
Com a curva de custos elevada, há relatos de que produtores chineses integrados estão recorrendo à compra de celulose de mercado. Apesar disso, o Bradesco BBI acredita que uma disparada acentuada nos preços seja improvável para o período.
Mesmo com uma visão cautelosa para o mercado de celulose, que incluiu uma redução de 14% nas estimativas agregadas de EBITDA para 2027, o banco projeta que a tendência de alta se manterá nos próximos meses.
Nesta semana, o Bradesco BBI manteve a ação da Suzano como sua única recomendação de compra no setor de papel e celulose.
