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Economia

Taxas de juros curtas caem e longas sobem com cautela antes do primeiro turno das eleições

Mercado financeiro oscila com dados de emprego nos EUA e incerteza sobre o resultado do primeiro turno no domingo.

Por Redação Diário Local

As taxas de Depósito Interfinanceiro (DI) de curto prazo fecharam a sexta-feira (2) com queda, enquanto as de longo prazo registraram alta. O movimento no mercado financeiro ocorreu em uma sessão marcada pela cautela dos investidores antes do primeiro turno das eleições presidenciais deste domingo (4) e por dados de emprego abaixo do esperado nos Estados Unidos.

No encerramento do pregão, a taxa do DI com vencimento para janeiro de 2028 estava em 13,495%, uma baixa de 7 pontos-base em relação aos 13,565% da sessão anterior. Já na ponta longa da curva a termo, a taxa para janeiro de 2035 encerrou em 14,145%, com elevação de 3 pontos-base frente aos 14,112% registrados anteriormente.

A volatilidade das taxas iniciou com tendência de baixa após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar que a produção industrial recuou 0,6% em agosto em relação ao mês anterior. Na comparação anual, o indicador cedeu 1,2%, resultado que ficou abaixo das projeções de alta de 0,1% para o mês e 0,4% para o ano feitas por economistas.

O cenário de emprego nos Estados Unidos também impactou o mercado. O relatório de empregos (payroll) americano indicou a criação de apenas 29 mil postos de trabalho em setembro, número bem inferior aos 90 mil projetados por especialistas. A taxa de desemprego nos EUA ficou em 4,2%, enquanto a projeção era de 4,1%.

Embora a queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) tenha impulsionado o movimento inicial de baixa no Brasil, as taxas locais recuperaram força na sequência. O ajuste ocorreu enquanto investidores buscavam proteção e se posicionavam diante da proximidade das eleições no Brasil.

Por que as taxas variaram?

A variação foi influenciada tanto por dados macroeconômicos domésticos e internacionais quanto pelo cenário político nacional. A combinação de uma produção industrial brasileira fraca e um payroll americano abaixo do esperado gerou oscilações imediatas nos rendimentos.

Além disso, o clima de incerteza sobre o resultado das eleições de domingo (4) trouxe volatilidade. O mercado reagiu a novas pesquisas de intenção de voto, que mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 48% das intenções no segundo turno, contra 45% do senador Flávio Bolsonaro, segundo o Datafolha.

No cenário de primeiro turno, o levantamento aponta 42% para Lula, 38% para Flávio Bolsonaro e 4% para Augusto Cury. O comportamento dos agentes financeiros reflete a cautela quanto ao controle das contas públicas e da inflação em caso de reeleição do atual presidente.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.