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Economia

Taxas de juros futuros caem no Brasil com recuo de títulos nos EUA e expectativa por pesquisa eleitoral

Mercado monitora divulgação de nova pesquisa Quaest enquanto rendimentos de títulos nos EUA apresentam queda nesta quarta-feira (21).

Por Redação Diário Local

As taxas de juros futuros (DI) registraram queda nesta quarta-feira (21), acompanhando o recuo nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e a expectativa do mercado financeiro pela divulgação de uma nova pesquisa eleitoral.

O movimento ocorre em um momento de cautela dos investidores, que aguardam os dados do instituto Quaest, previstos para serem divulgados nesta manhã (21). A pesquisa é a primeira após o debate entre os candidatos realizado no último domingo (19).

Nesta quarta-feira (21), a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 estava em 12,735%, apresentando baixa de 4 pontos-base em relação ao ajuste da sessão anterior. Na curva longa, o DI para janeiro de 2035 operava em 12,665%, uma queda de 9 pontos-base.

Por que as taxas caíram?

A queda nas taxas no Brasil reflete o comportamento do mercado externo. O rendimento do Treasury de dez anos, principal referência global para decisões de investimento, apresentou recuo de 2 pontos-base, situando-se em 5,094% nesta manhã (21).

Além do fator externo, o clima de expectativa para o segundo turno das eleições, que ocorre neste domingo (25), influencia a leitura dos investidores. Pesquisas recentes têm mostrado o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora levantamentos apontem empate técnico em diversas frentes.

O mercado interpreta o cenário eleitoral como um fator de influência nas projeções de controle das contas públicas. Na última terça-feira (20), as taxas futuras já haviam cedido sob esse viés de otimismo em relação aos dados eleitorais.

Expectativas para a taxa Selic

Com o cenário pré-eleitoral, os investidores trabalham com a possibilidade de novo corte na taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano. As apostas indicam um possível ajuste de 25 pontos-base no início de novembro, após o segundo turno.

De acordo com as opções de Copom negociadas na B3, na última segunda-feira (20), havia 79,5% de chance de corte de 25 pontos-base na Selic em novembro. A probabilidade de manutenção da taxa era de 17,1%, enquanto a chance de um corte maior, de 50 pontos-base, era de 2%.

Para a reunião de política monetária de dezembro, as projeções apontam 46% de chance de redução de 25 pontos-base e 22% de possibilidade de um corte de 50 pontos-base.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.