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Economia

Fitch projeta política fiscal mais rígida no Brasil em 2027 independente de eleição

Agência de risco espera contas públicas mais rígidas e projeta crescimento do PIB de 1,4% para o próximo ano.

Por Redação Diário Local

A agência de classificação de risco Fitch Ratings projeta que o Brasil deverá adotar uma política fiscal mais rígida no próximo ano, independentemente do vencedor das eleições presidenciais deste domingo (26). A expectativa de aperto nas contas públicas, somada aos juros elevados, deve exercer pressão sobre a atividade econômica nacional, segundo a instituição.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira (21), a Fitch justificou a previsão de maior rigor fiscal com base no cenário atual das contas públicas brasileiras. A agência apontou que o déficit orçamentário do país já ultrapassa o patamar de 8% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a relação entre a dívida pública e o PIB supera os 80%.

O cenário econômico também apresenta projeções de desaceleração para os próximos anos. A agência estima que o crescimento do PIB brasileiro seja de 1,9% em 2024 e caia para 1,4% em 2027.

Sobre a política monetária, a Fitch projeta uma trajetória de queda para a taxa Selic. Atualmente estabelecida em 13,75%, a expectativa é que o índice chegue a 11,75% ao final do próximo ano.

A classificação de risco ressaltou que a taxa de juros poderia sofrer uma redução mais acelerada caso o país realize um ajuste fiscal significativo. Esse movimento, segundo a agência, também poderia pressionar para baixo os juros de prazo mais longo.

Contudo, há uma ressalva quanto à atuação do Banco Central. A instituição avalia que o órgão deve manter os juros reais em patamares elevados, devido às expectativas de inflação e à persistência da inflação no setor de serviços.

Essa manutenção dos juros reais tem o potencial de impactar diversos setores da economia. A Fitch alerta que o cenário manterá elevado o comprometimento do setor privado com o serviço da dívida, dificultando o fluxo financeiro das empresas.

Além disso, o custo do crédito deve continuar sendo um entrave para o crescimento. A expectativa é que o cenário limite o consumo das famílias e o investimento das empresas, mesmo com a queda prevista para os juros nominais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.