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Economia

Taxas do Tesouro Direto recuam após primeiro turno das eleições presidenciais

Títulos prefixados registraram as maiores quedas nesta segunda-feira (5) após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais.

Por Redação Diário Local

As taxas do Tesouro Direto registraram queda nesta segunda-feira (5), na abertura do pregão após o primeiro turno das eleições presidenciais. Os títulos prefixados apresentaram os maiores recuos, com variações que atingiram 1,28 ponto percentual.

O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 recuou de 14,28% para 13,00% ao ano, o que representa uma redução de 128 pontos-base. O título Prefixado 2032 também caiu, passando de 14,21% para 12,95%, uma queda de 126 pontos-base em comparação ao fechamento de sexta-feira (2).

A abertura do mercado ocorreu às 11h28 (horário de Brasília), em um movimento que sucede a apuração de 99,99% das urnas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo os dados do órgão, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro (25).

O que aconteceu com os títulos IPCA+?

Os títulos atrelados à inflação, conhecidos como Tesouro IPCA+, também registraram baixas. As taxas dos seis principais títulos dessa categoria recuaram entre 65 e 76 pontos-base.

O IPCA+ 2050 teve a maior queda entre os indexados à inflação, passando de IPCA + 7,08% para IPCA + 6,32%. Outros títulos, como o IPCA+ 2032 e o IPCA+ 2040, recuaram 75 pontos-base cada um.

Além desses, os títulos IPCA+ com Juros Semestrais para os vencimentos 2037, 2045 e 2060 também apresentaram redução, com quedas de 70, 65 e 72 pontos-base, respectivamente.

Por que as taxas caíram?

O movimento de queda nas taxas, também chamado de fechamento da curva de juros, reflete a reação do mercado financeiro ao cenário político e às expectativas sobre a gestão fiscal do país. Com a perspectiva de um novo arcabouço fiscal, o mercado antecipa uma dinâmica de dívida bruta mais controlada.

Especialistas do setor avaliam que o cenário após o primeiro turno agrada ao mercado, influenciando a expectativa sobre os juros futuros. No entanto, há alertas sobre a possibilidade de volatilidade e de realização de lucros após a abertura forte dos títulos.

Existe ainda um fator de resistência ao fechamento das taxas devido ao movimento global de abertura de curvas de juros, ligado ao endividamento de governos em outros países, o que pode equilibrar a tendência de queda no Brasil.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.