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Economia

United Airlines supera expectativas de lucro e receita no segundo trimestre de 2026

Companhia aérea registrou lucro de US$ 805 milhões e receita de US$ 17,67 bilhões, superando previsões de analistas.

Por Davy Albuquerque

A United Airlines registrou lucro de US$ 805 milhões no segundo trimestre de 2026, superando as expectativas de analistas do mercado. O resultado, divulgado nesta quarta-feira (15), apresentou um lucro ajustado por ação de US$ 1,99, valor superior aos US$ 1,88 projetados por especialistas.

A receita da companhia aérea também bateu as estimativas, atingindo US$ 17,67 bilhões nos três meses encerrados em 30 de junho. O montante representa um crescimento de cerca de 16% em comparação ao mesmo período do ano anterior, superando a previsão de US$ 17,62 bilhões da FactSet.

Apesar do desempenho positivo nos resultados, a empresa projetou um aumento de quase US$ 6 bilhões nas despesas com combustível em relação ao que havia sido planejado inicialmente. O impacto dos custos operacionais é um dos pontos de atenção no balanço do período.

No segundo trimestre de 2026, os gastos com combustíveis da companhia saltaram 84%, o que equivale a um acréscimo de US$ 2,3 bilhões se comparado ao mesmo intervalo do ano passado. A volatilidade nos preços do setor de energia tem pressionado as margens do setor aéreo.

O CEO da United Airlines, Scott Kirby, afirmou que a companhia agiu de forma rápida e decisiva para ajustar horários após a alta dos preços do petróleo registrada em março. Kirby destacou que, durante o movimento, a empresa também redobrou os investimentos voltados aos clientes.

Mesmo com o aumento nos custos de combustível, a United Airlines ampliou sua projeção de lucro ajustado por ação para o ano completo. A nova estimativa da empresa agora situa o lucro entre US$ 9,00 e US$ 11,00.

A reação do mercado financeiro às notícias do balanço foi de cautela. No pré-market da Bolsa de Nova York, as ações da companhia aérea apresentaram queda de aproximadamente 2,5%.

O balanço reflete o cenário de crescimento de receita da empresa, mas também evidencia o desafio logístico e financeiro imposto pela variação nos preços dos combustíveis fósseis para o restante do exercício de 2026.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.