Dólar fecha estável e Ibovespa recua 0,36% em dia de baixa volatilidade no mercado
Câmbio operou sem grandes variações, enquanto o principal índice da Bolsa brasileira recuou em meio à cautela dos investidores.
Por Davy Albuquerque
O dólar comercial fechou praticamente estável nesta quarta-feira (15/7), cotado a R$ 5,08. O principal índice da Bolsa brasileira (B3), Ibovespa, recuou 0,36% e encerrou o pregão aos 176 mil pontos.
O mercado operou com baixa volatilidade após a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos, como o Índice de Preços ao Produtor (PPI), que registrou queda de 0,3% em junho. O resultado, o maior recuo mensal em 14 meses, reforça a percepção de desaceleração das pressões inflacionárias no país americano e amplia as apostas de que o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, poderá adotar uma postura menos restritiva nos próximos meses.
Na Bolsa brasileira, o pregão foi marcado por oscilações modestas entre as ações mais negociadas. A maior queda entre os papéis de maior liquidez foi registrada pela Axia, com recuo de 4,20%. Em contrapartida, as ações da Gerdau avançaram 3,57%, enquanto a Ambev encerrou o dia em baixa de 1,52%.
O desempenho das grandes empresas e o cenário externo
Entre as blue chips (empresas de grande capitalização), Petrobras, Vale e os principais bancos apresentaram variações pequenas, sem exercer impacto significativo sobre o desempenho do índice. O movimento do Ibovespa também refletiu a cautela dos investidores antes da divulgação de dados de vendas no varejo dos EUA, prevista para esta quinta-feira (16/7).
No mercado de câmbio, o dólar perdeu força frente a uma cesta de moedas internacionais. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana, recuou 0,41%, aos 100,52 pontos, impulsionado por indicadores de preços nos EUA que vieram abaixo das expectativas.
De acordo com a analista de investimentos da Nomad, Rebecca Nossig, a estabilidade do dólar reflete uma dinâmica de lateralização defensiva. Ela pontuou que a moeda americana encontrou suporte frente ao real, enquanto o desempenho da moeda brasileira foi limitado por vetores internos e pelo agravamento de tensões comerciais com Washington.
Alta no petróleo e mercado americano
O petróleo voltou a subir nesta quarta-feira, sustentado por preocupações geopolíticas no Oriente Médio. O barril do tipo Brent subiu 0,26%, fechando a US$ 84,95, enquanto o WTI avançou 0,33%, cotado a US$ 79,60 por barril. Investidores seguem monitorando o conflito entre Estados Unidos e Irã e os possíveis impactos na oferta global.
Em Wall Street, os principais índices fecharam com resultados divergentes. O S&P 500 avançou 0,38%, o Dow Jones subiu 0,29% e o Nasdaq 100 recuou 0,28%. O mercado americano foi beneficiado pelos dados de inflação e pelo início da temporada de balanços do segundo trimestre.
O economista Fabio Louzada, da B7 Business School, analisou que houve um descolamento entre o Brasil e o mercado internacional, destacando que o Ibovespa permaneceu pressionado por fatores domésticos e incertezas na relação comercial entre Brasil e Estados Unidos.
