Goldman Sachs revisa projeções da WEG e espera resultados do 3º trimestre abaixo do consenso
Banco atualiza preço-alvo da companhia para R$ 44,10, mas prevê números abaixo da média do mercado para o 3T26.
Por Redação Diário Local
O Goldman Sachs revisou as estimativas para a WEG e projeta que os resultados do terceiro trimestre de 2026 fiquem abaixo do consenso de mercado. Com a atualização, o banco elevou o preço-alvo para a companhia de R$ 42,60 para R$ 44,10.
As novas projeções incluem ajustes na expectativa de receita líquida para os anos de 2026, 2027 e 2028, com variações de 0%, 1% e 1%, respectivamente. Já as previsões de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) apresentam uma alta de 1% para os mesmos períodos.
De acordo com o banco, as projeções de Ebitda estão cerca de 3% abaixo do consenso da Bloomberg, enquanto o nível de lucro líquido encontra-se aproximadamente 8% abaixo da média de mercado. A instituição apontou que a visibilidade sobre se as previsões de consenso consideram o lucro líquido total ou o atribuível à controladora limita a utilidade da comparação.
Quais são as projeções para o terceiro trimestre?
Para o terceiro trimestre de 2026, a projeção do banco mira um crescimento de quase 5% na receita líquida da WEG na comparação anual. Segundo os analistas, após vários trimestres de desaceleração, a base de comparação desfavorável deve começar a perder força.
O banco também prevê que os ventos contrários relacionados ao câmbio devem ser reduzidos daqui para frente. Embora a valorização do real continue pressionando as receitas internacionais, os analistas destacam que a valorização no terceiro trimestre foi menor do que em períodos anteriores.
O real valorizou aproximadamente 6% na comparação anual até o momento, enquanto o movimento no primeiro semestre deste ano foi de cerca de 10% a 11%. A margem Ebitda esperada para a WEG no terceiro trimestre orbita 21,5%, o que representaria uma contração de cerca de 30 pontos-base em relação ao trimestre imediatamente anterior.
O que pode impactar as margens da companhia?
Os analistas alertam que fatores externos podem exercer pressão sobre os resultados da empresa. A tarifa de quase 37,5% aplicada sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos deve impactar o desempenho do trimestre e pressionar as margens operacionais.
