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Estudos da FGV apontam impactos econômicos e ambientais da Zona Franca de Manaus

Levantamentos realizados pela Fundação Getulio Vargas medem efeitos do modelo sobre emprego, arrecadação e preservação da floresta no Amazonas.

Por Diário Local

Estudos realizados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) apontam que o modelo da Zona Franca de Manaus gera impactos que vão além do estado do Amazonas, afetando a economia, o emprego e a preservação ambiental em todo o país. As análises mostram que a atividade no Polo Industrial de Manaus movimenta uma cadeia produtiva que envolve fornecedores de praticamente todas as regiões brasileiras.

O levantamento realizado pela Escola de Economia de São Paulo da FGV (EESP/FGV) utiliza metodologias de avaliação econômica, social e ambiental para mensurar resultados concretos. Entre os pontos observados estão a arrecadação em diferentes esferas de governo, a redução de desigualdades regionais e o aumento da massa salarial.

Além do aspecto financeiro, o modelo contribui para a formalização do mercado de trabalho e a qualificação profissional na região. A atração de investimentos privados ajudou a consolidar uma economia regional distinta daquela observada em outras áreas da Amazônia Legal.

Como o modelo impacta o meio ambiente?

A dimensão ambiental é um dos pilares destacados pelas avaliações. A concentração da atividade industrial em Manaus reduziu, nas últimas décadas, a pressão por formas de ocupação econômica extensiva em grande parte do território amazonense.

Segundo os estudos, a Zona Franca oferece uma alternativa de geração de renda e emprego que não depende da conversão da floresta em outras atividades produtivas. Esse equilíbrio contribui para que o Amazonas mantenha um dos maiores índices de cobertura florestal preservada do mundo.

A experiência amazônica tem sido observada internacionalmente como um mecanismo capaz de conciliar o desenvolvimento econômico com a conservação das florestas tropicais. O modelo econômico atua, portanto, como um suporte para a manutenção da biodiversidade local.

Quais as oportunidades para o futuro do modelo?

A existência de indicadores confiáveis permite identificar caminhos para a evolução do sistema. As análises apontam oportunidades para ampliar a integração com a bioeconomia e fortalecer a pesquisa científica na região.

O modelo também pode ser preparado para os desafios da digitalização e da transição energética. Entre as perspectivas de crescimento estão o estímulo a cadeias industriais de maior intensidade tecnológica e a consolidação de uma economia de baixo carbono.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.