Bolsas de plástico inspiradas em grife de luxo viram febre nas redes sociais
Conhecidas como Jelly Firkins, as bolsas de PVC resgatam estética dos anos 2000 e viralizam após uso por celebridades.
Por Davy Albuquerque
As bolsas de PVC conhecidas como "Jelly Firkins" viraram tendência nas redes sociais ao resgatarem a estética plastificada dos anos 2000. O acessório, que possui design inspirado em modelos de luxo, une o tom divertido de itens como chaveiros decorativos a um processo de fabricação simples e em larga escala.
O movimento ganhou força inicial na Coreia do Sul. O uso do acessório foi impulsionado por celebridades, como Kya, integrante do grupo de k-pop KiiiKiii, que utilizou as bolsas em imagens promocionais do segundo EP da banda, o Delulu Pack.
A popularidade do item acompanha a ascensão de outros produtos com estética "jelly", como as sandálias plastificadas que voltaram ao mercado em 2025. Devido à facilidade de produção, as bolsas começaram a ser reproduzidas e vendidas em massa por diversos e-commerces.
As peças são fabricadas em PVC e apresentam uma grande variedade de cores e tamanhos. O modelo costuma ser utilizado em conjunto com acessórios "statement", como chaveiros, reforçando o estilo visual que as redes sociais têm priorizado.
Por que o item viralizou?
A viralização ocorre pela combinação de um visual nostálgico com a facilidade de reprodução industrial. O material permite que o produto seja fabricado rapidamente para acompanhar o ritmo de consumo das plataformas digitais.
No entanto, a velocidade desse consumo levanta debates sobre o caráter descartável das tendências atuais. O ciclo de vida de itens que surgem pelo "hype" costuma ser curto, o que gera questionamentos sobre a utilidade real do produto a longo prazo.
Qual o impacto ambiental do uso de PVC?
O uso do PVC traz riscos à sustentabilidade, pois, ao contrário das tendências de moda, o plástico não desaparece rapidamente. O material é extremamente resistente e possui um tempo de degradação tão longo que especialistas ainda não conseguem precisar sua decomposição total.
Na prática, o plástico não se decompõe completamente, mas se fragmenta em partículas menores chamadas microplásticos. Essas partículas, com menos de 5 milímetros de diâmetro, são consideradas um dos principais desafios ambientais da atualidade.
Esses microplásticos são persistentes e podem contaminar ecossistemas inteiros. Pesquisadores alertam que essas partículas já foram detectadas em diferentes elos da cadeia alimentar, impactando o meio ambiente de forma ampla.
