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MP de São Paulo rebate argumentos de defesa de Deolane Bezerra sobre prisão

Ministério Público afirma que não há irregularidades no presídio e que influenciadora optou por dividir cela devido à síndrome do pânico

Por Diário Local

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou um relatório nesta segunda-feira (6/7) contestando os argumentos da defesa de Deolane Bezerra para obter prisão domiciliar. O órgão busca rebater o pedido de habeas corpus que pleiteia que a advogada e influenciadora seja transferida para uma Sala de Estado-Maior ou responda ao processo em liberdade.

No documento, o MPSP afirma que não foram identificadas irregularidades no atendimento prestado à investigada na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista. O relatório nega problemas de segurança, alimentação, higiene ou falta de acesso à água potável no local onde ela está detida há 45 dias.

Deolane Bezerra é ré por acusações de lavagem de dinheiro e associação com o crime organizado. Segundo as investigações, a advogada atuaria na recepção de valores ilícitos provenientes da Transportadora Lado a Lado, empresa que operaria em benefício do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Por que a investigada divide cela com outra detenta?

O relatório do Ministério Público esclarece que Deolane se encontra no Pavilhão Especial da unidade prisional, um setor com instalações que limitam o contato com outras detentas. O órgão informou que haveria disponibilidade para que a influenciadora fosse transferida para uma cela individual, mas ela optou por dividir o espaço.

De acordo com o MPSP, a decisão foi voluntária e contou com o consentimento da outra presa. O documento aponta que Deolane apresenta síndrome do pânico e manifestou receio de permanecer sozinha enquanto as portas das habitações estiverem fechadas.

O que diz a defesa e a OAB

A defesa de Deolane Bezerra, amparada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), solicita que a investigada saia da Penitenciária de Tupi Paulista, onde está desde o dia 22 de maio. A entidade alega que a unidade carcerária atual não atende aos parâmetros da jurisprudência para a caracterização de Sala de Estado-Maior.

A investigação aponta que a advogada possui movimentações financeiras incompatíveis com sua capacidade econômica declarada. Os relatórios indicam que os valores circulados superam R$ 27 milhões, o que fundamentou o desdobramento do caso contra a influenciadora.

O caso teve origem em 2019, após a apreensão de bilhetes com detentos que revelaram a dinâmica interna do crime organizado. As autoridades identificaram a existência de uma transportadora que servia como braço financeiro para o crime, resultando na identificação dos envolvidos no esquema.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.