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Literatura

Ruy Castro vence Prêmio Jabuti como Livro do Ano com obra sobre a Segunda Guerra no Rio

Obra 'Trincheira Tropical' foi escrita em seis anos e investiga a participação de cariocas no conflito mundial.

Por Redação Diário Local

O escritor e biógrafo Ruy Castro conquistou o prêmio de Livro do Ano do Prêmio Jabuti 2026 com a obra "Trincheira Tropical: A Segunda Guerra Mundial no Rio". O autor venceu também na categoria Biografia e Reportagem pelo mesmo título, publicado pela Companhia das Letras.

A obra, que levou seis anos para ser escrita, investiga os impactos da Segunda Guerra Mundial no cotidiano do Rio de Janeiro. O livro detalha a participação de cariocas no conflito e o papel da cidade durante o período histórico.

Em declaração sobre o reconhecimento, Ruy Castro afirmou que o tema era um universo que estava "abandonado". Segundo o autor, não havia livros de referência que abordassem a Segunda Guerra Mundial no Brasil, especificamente no Rio de Janeiro.

O escritor destacou a importância estratégica da cidade na época, que funcionava como capital federal e centro diplomático. Ele mencionou que o Rio possuía uma população esclarecida e concentrava um grande número de espiões, contraespiões e quintas-colunas.

Ruy Castro ressaltou tratar-se de uma história que ainda não havia sido contada. O autor também expressou gratidão aos colegas historiadores, afirmando que a pesquisa permitiu acessar histórias que não haviam sido registradas anteriormente.

No segmento de ficção, a categoria Romance Literário foi vencida por Eliana Alves Cruz. O livro premiado é "Meridiana", que narra a trajetória de uma família negra em um processo de ascensão social, saindo da periferia para residir em um condomínio.

Quais foram os outros vencedores do Jabuti 2026?

O Prêmio Jabuti 2026 contemplou diversas categorias, incluindo Conto, Crônica e Poesia. Na categoria Conto, o destaque foi "Massaranduba", de Abáz (Senac Rio), enquanto a Crônica foi para "Viagem no País da Crônica", de Humberto Werneck (Tinta-da-China Brasil).

A categoria Poesia premiou a obra "Boris e Marina", de Alberto Martins (Companhia das Letras). Já em História em Quadrinhos, o troféu foi para "Ouroboros", de Luckas Iohanathan (Comix Zone).

No setor de obras infantis e juvenis, venceram Leo Cunha e Raquel Matsushita, com "A Letra" (Maralto), e Tathyana Viana, com "A Única da Sala" (FTD). Na categoria Escritor Estreante – Romance, o vencedor foi Mariana Lobato Botter por "Pitangas Verdes" (Labrador).

Destaques em não ficção e inovação

As categorias de Não Ficção apresentaram temas variados. Em Artes, o prêmio foi para a organização de Tulio Custódio sobre Abdias기에, enquanto em Economia Criativa, Martha Gabriel venceu com o livro sobre Inteligência Artificial e o futuro do trabalho.

Na seção de Educação, o destaque foi Manuel Alves de Sousa Junior com a obra sobre racismo e diversidade. Já em Negócios, Mario Sergio Cortella foi o vencedor com seu livro sobre gestão e liderança.

A categoria Saúde e Bem-Estar premiou Paulo Schiller por "A Paixão pela Mentira: A Família e as Tiranias". O prêmio também reconheceu a Produção Editorial, com destaques para Capa, Ilustração, Projeto Gráfico e Tradução.

No Eixo Inovação, o incentivo à leitura foi entregue a Ricardo Barbosa da Silva, pelo projeto "Cartovivências nas Periferias da cidade", e a Pedro Pacífico, pelo perfil @bookster no Instagram, na categoria de cultura digital.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.