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Diretor da Fifa critica Gianni Infantino e aponta que planos da Copa são 'projeto de uma pessoa só'

Kevin Lamour acusa presidente da Fifa de enganar funcionários e se opõe à venda de competições para a iniciativa privada.

Por Redação Diário Local

O diretor de operações da Fifa, Kevin Lamour, criticou abertamente o presidente da organização, Gianni Infantino, nesta sexta-feira (31). O executivo acusou o presidente de enganar funcionários da entidade devido aos planos de vender participações em competições oficiais, como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes, para a iniciativa privada.

Lamour classificou o plano de comercialização como um "projeto de uma só pessoa". Ele afirmou que a proposta não deve prosseguir e defendeu que as lideranças políticas do futebol precisam tomar decisões corretas diante do cenário apresentado.

O diretor de operações declarou que se opõe de forma inequívoca à venda de participação na Copa do Mundo. Ele ressaltou, ainda, que não teve qualquer envolvimento na elaboração da proposta de privatização parcial dos torneios.

Em meio ao conflito, Lamour não descartou a possibilidade de perder o cargo na federação. O executivo afirmou que, caso sua demissão ocorra em razão da exposição do cenário interno, ele respeitará a decisão para manter a consciência tranquila.

A crise na Fifa ocorre após o anúncio de renúncia de Carlos Cordeiro, um dos principais assessores de Infantino. A saída de Cordeiro foi motivada por um protesto contra as estratégias e planos conduzidos pelo presidente suíço.

Além da instabilidade interna, a Fifa enfrenta resistência de outras entidades do futebol mundial. A União Europeia de Futebol (Uefa) manifestou desprezo pelas intenções da federação e ameaçou realizar um boicote aos torneios futuros caso a venda seja concretizada.

O posicionamento de Lamour ocorre em um momento de forte pressão sobre a gestão de Infantino. O executivo reiterou que não pode permanecer inerte enquanto a entidade considera transferir direitos de competições centrais para o setor privado.

Até o momento, as movimentações indicam um isolamento da presidência frente aos seus próprios diretores e aos órgãos reguladores internacionais. O descontentamento atinge tanto a estrutura administrativa quanto a política do futebol global.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.