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Diretor de operações da Fifa deixa cargo após críticas a plano de Gianni Infantino

Kevin Lamour encerrou seu ciclo na entidade nesta segunda-feira (17), semanas após questionar a busca por capital privado.

Por Redação Diário Local

O diretor de operações da Fifa, Kevin Lamour, deixou o cargo nesta segunda-feira (17). O desligamento ocorre semanas após o dirigente criticar publicamente o plano do presidente da entidade, Gianni Infantino, de buscar investimentos privados para gerenciar competições como a Copa do Mundo.

Em nota oficial, a Fifa confirmou que a relação de trabalho com Lamour terminou na data de hoje e agradeceu pelos dois anos de serviço prestados. O profissional ocupava a função desde novembro de 2024 e, antes de entrar na entidade, atuou como assessor de Michel Platini na presidência da Uefa.

A saída de Lamour acontece em um momento de crise institucional para o presidente Gianni Infantino. O dirigente decidiu desistir, na última sexta-feira (15), de criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária que teria o objetivo de arrecadar até 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,5 bilhões).

A proposta da FFE consistia em criar uma empresa com controle majoritário da Fifa e participações minoritárias de investidores privados. A ideia era que a companhia ficasse responsável pelas operações de grandes torneios, como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes.

O projeto enfrentou forte resistência de grandes blocos do futebol mundial. A Uefa, que reúne as federações europeias, anunciou que seus 55 representantes boicotariam competições futuras da Fifa caso o plano não fosse cancelado. A Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também registraram reprovação oficial à medida.

Apesar da pressão em massa, Infantino ainda mantém apoios estratégicos, como o de Marrocos, uma das sedes da Copa do Mundo de 2030. A Conmebol, confederação sul-americana de futebol, não manifestou críticas ao projeto até o momento.

O presidente da Fifa pode tentar permanecer no cargo até março, quando ocorrerá a eleição para o seu quarto e último mandato. Caso haja interesse de 19 dos 37 membros do Conselho da Fifa, uma reunião de emergência pode ser convocada para tratar de sua permanência ou saída.

A composição do Conselho da Fifa é dividida entre nove membros da Uefa, sete da AFC, seis da África (CAF), cinco da Concacaf, cinco da Conmebol e três da Oceania, além de Infantino e do secretário-geral, Mattias Grafstrom.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.