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Dirigente do Eintracht Frankfurt critica altos preços na Copa do Mundo de 2026

Axel Hellmann, CEO do Eintracht Frankfurt, afirma que política de preços da Fifa cria barreiras sociais e afasta o público do esporte

Por Redação Diário Local

O CEO do Eintracht Frankfurt, Axel Hellmann, criticou os altos valores de ingressos e transportes projetados para a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. Segundo o dirigente, a política de preços adotada pela Fifa cria barreiras sociais que afastam torcedores das partidas e impactam a natureza do esporte.

Hellmann afirmou que os preços elevados são impulsionados por interesses financeiros da entidade máxima do futebol. Ele sugeriu que a estratégia de cobrança também serve para selecionar quais grupos de pessoas podem ou não frequentar os estádios, funcionando como um filtro social.

O executivo relacionou a prática a tentativas observadas na Europa continental de afastar grupos específicos, como as torcidas organizadas (ultras), das arenas. Para o dirigente, essa exclusão prejudica a essência do futebol, que deveria ser acessível a diferentes camadas da sociedade.

O dirigente manifestou preocupação com o futuro do futebol moderno caso o modelo de preços se torne uma ferramenta de seleção de público. Ele ressaltou que o esporte deve transcender um sistema puramente capitalista ou de mercado restritivo.

Um dos pontos fundamentais destacados por Hellmann é o impacto na formação de novas gerações. Ele defendeu que as crianças precisam vivenciar a experiência de acompanhar partidas ao vivo para desenvolverem o vínculo com o esporte, algo que pode ser impedido pelo custo excessivo.

Para o CEO, o futebol pertence ao povo e o envolvimento de todos os grupos é essencial para a manutenção da paixão pelo jogo. Ele criticou o que vê como um distanciamento entre o evento e a base de torcedores.

Como alternativa ao modelo da Fifa, Hellmann apresentou o sistema utilizado no Eintracht Frankfurt. No clube alemão, os ingressos são mantidos com preços acessíveis para a maioria dos torcedores por meio de um modelo de subsídio.

Nesse esquema, os valores mais altos cobrados nos setores de hospitalidade (áreas VIP) servem para custear o acesso de quem possui menos recursos. O dirigente classificou a prática como um ato de solidariedade, permitindo que o público com maior poder aquisitivo apoie a permanência das camadas populares nos estádios.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.