Inglaterra e Noruega levam rituais de torcida para o confronto nas quartas da Copa do Mundo
Canto de 'Wonderwall' pelos ingleses e ritual de remada viking pelos noruegueses são destaques do torneio antes do duelo nas quartas
Por Diário Local
As seleções da Inglaterra e da Noruega se enfrentam neste sábado, às 18h (de Brasília), pelas quartas de final da Copa do Mundo, em um duelo que promete destacar o impacto das torcidas no torneio. Além do confronto técnico, o jogo em Miami (EUA) será marcado pelo encontro de dois rituais que viralizaram: o canto de 'Wonderwall', da banda Oasis, pelos ingleses, e a 'remada viking', realizada pelos torcedores noruegueses.
O confronto das equipes europeias ocorre no próximo sábado e coloca frente a frente grandes estrelas, como Harry Kane e Erling Haaland. No entanto, o clima nas arquibancadas já é um dos temas centrais da competição, com as manifestações de ambos os povos ganhando destaque nas redes sociais.
Por que 'Wonderwall' virou o hit da Inglaterra
A relação da torcida inglesa com o clássico do Oasis surgiu de forma inesperada durante a fase de grupos. Após uma vitória sobre a Croácia, a música tocou nos alto-falantes do estádio e os torcedores começaram a cantar em coro, momento que foi acompanhado pelos jogadores em campo.
Atletas como Harry Kane e Jude Bellingham permaneceram no gramado observando a arquibancada enquanto os milhares de ingleses cantavam os versos da canção. O gesto transformou o sucesso de 1995 em uma espécie de declaração de apoio à seleção durante o mundial.
Especialistas que acompanham o futebol inglês afirmam que o canto não fazia parte da cultura tradicional da seleção até esta Copa. O contexto de estar longe de casa parece ter potencializado a nostalgia e a ligação afetiva dos torcedores com a música e com o país.
O que é a remada viking da Noruega
Já a Noruega consolidou sua marca através de um ritual de sincronia física. Na 'remada viking', torcedores e jogadores sentam ou se inclinam em sequência, batendo palmas e simulando o movimento de remadores, recriando uma embarcação viking em conjunto.
A celebração ganhou força mundial após a vitória da Noruega sobre o Brasil, nas oitavas de final. O movimento, embora inspirado na cultura do país, é uma invenção recente que surgiu durante os amistosos de preparação para a Copa, em março.
O ritual tem servido para fortalecer a identidade da equipe e aproximar o grupo de apoio dos atletas. A comemoração tem sido descrita como contagiante e visualmente impressionante quando setores inteiros do estádio realizam o movimento simultaneamente.
