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Julio Casares renuncia aos cargos de conselheiro e associado do São Paulo

Ex-presidente comunicou o desligamento em carta aberta, um dia antes de audiência da Comissão de Ética do clube.

Por Redação Diário Local

O ex-presidente Julio Casares comunicou, nesta quarta-feira (29), seu desligamento dos cargos de conselheiro deliberativo, conselheiro vitalício e associado do São Paulo Futebol Clube. O anúncio foi feito por meio de uma carta aberta enviada pelo ex-mandatário.

A renúncia ocorre às vésperas de uma audiência da Comissão de Ética e Disciplina do clube, marcada para esta quinta-feira (30). O órgão analisa denúncias de possível gestão temerária e supostas irregularidades financeiras apresentadas em meados de abril, o que poderia resultar na expulsão do quadro associativo.

Em sua carta, Casares afirmou que a decisão foi tomada para preservar sua saúde, família e dignidade. Ele alegou que o direito de defesa foi prejudicado, pois não obteve acesso a documentos solicitados ao presidente da diretoria e ao relator do Conselho de Ética para instruir o caso.

O que motivou a renúncia de Casares?

Segundo o ex-presidente, a decisão é uma resposta a um ambiente de perseguições e ataques pessoais no âmbito político do clube. Casares declarou que a disputa pelo poder teria sobreposto o interesse do São Paulo FC e que as investigações atuais tentam transformar atos administrativos regulares em acusações.

O ex-mandatário defendeu que sua gestão, incluindo balanços e decisões financeiras, foi aprovada ano após ano pelas instâncias competentes. Ele também ressaltou que todos os reembolsos de despesas seguiram os procedimentos internos de prestação de contas do clube.

Casares já havia deixado a presidência da instituição antes de uma votação de impeachment pelos associados, que poderia ter culminado em seu afastamento definitivo em janeiro deste ano. Na ocasião, ele também alegou ser alvo de disputas políticas.

Investigações em curso

O contexto da renúncia envolve investigações da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) sobre possíveis irregularidades, incluindo suspeitas de lavagem de dinheiro. Depoimentos de testemunhas citados em apulações indicam que o ex-presidente teria retirado R$ 100 mil em espécie mensalmente dos cofres do clube.

Outras informações apontam que, durante seu período como mandatário, Casares teria utilizado R$ 1 milhão em gastos via cartão corporativo. O ex-dirigente negou as acusações em sua carta, afirmando que a versão dos fatos apresentada não corresponde à verdade.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.