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Vôlei

Justiça nega pedido de Tiffany para atuar na Superliga de vôlei feminino

Decisão da 14ª Vara Cível do Rio de Janeiro mantém suspensão de atleta trans nas competições da CBV.

Por Redação Diário Local

A Justiça do Rio de Janeiro negou, nesta sexta-feira (27), um novo pedido de liminar da jogadora de vôlei Tiffany, do Osasco, que pretendia retornar à Superliga feminina. A decisão mantém a proibição da participação da atleta nas competições da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).

O veredito foi proferido pela 14ª Vara Cível da Comarca da Capital. A magistrada responsável pelo caso entendeu que a discordância da jogadora em relação ao resultado do julgamento da Justiça Desportiva não é motivo suficiente para suspender os efeitos da decisão anterior.

Com a nova decisão, a jogadora permanece sem condições de atuar na Superliga enquanto o processo continua em tramitação na Justiça comum. O entendimento judicial mantém o que foi decidido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Voleibol (STJD), que já havia rejeitado um recurso da atleta.

Esta é a terceira decisão consecutiva favorável à CBV na disputa judicial. Em outubro (24), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro já havia suspendido uma liminar anterior que autorizava a participação de Tiffany nas quadras.

Em nota, a Confederação Brasileira de Voleibol afirmou que seguirá cumprindo as determinações judiciais e defendeu a manutenção de sua Política de Elegibilidade para as competições femininas.

Por que Tiffany foi impedida de jogar?

A disputa judicial começou após a CBV adotar, em agosto, critérios baseados na Política de Proteção da Categoria Feminina do Comitê Olímpico Internacional (COI). A diretriz estabelece que a participação em competições femininas organizadas pela entidade deve ser restrita a atletas do sexo biológico feminino.

A nova norma passou a valer para os principais torneios organizados pela confederação, o que inclui a Superliga A e B, a Supercopa, a Copa Brasil e o Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia.

Diante da aplicação dessas regras, Tiffany Abreu, que havia se tornado a primeira atleta trans a disputar a elite do vôlei feminino brasileiro, perdeu a condição de elegibilidade para atuar nas competições sob a organização da CBV.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.