Diário Local
Justiça

Justiça dos EUA condena Daniel Sikkema à prisão perpétua por assassinato de ex-marido no Rio

Sentença ocorre após condenação por plano premeditado para matar Brent Sikkema no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.

Por Redação Diário Local

Daniel Sikkema, de 56 anos, foi sentenciado à prisão perpétua nos Estados Unidos pela morte de seu ex-marido, o galerista norte-americano Brent Sikkema, de 75 anos. O crime ocorreu em 14 de janeiro de 2024, no bairro do Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde a vítima possuía uma residência de férias.

A sentença foi proferida nesta sexta-feira (6) após o réu ter sido considerado culpado por um júri em Manhattan, Nova York, em 22 de maio. Daniel foi condenado por três acusações relacionadas à conspiração para contratar e pagar um assassino: homicídio mediante contratação, conspiração para cometer homicídio mediante contratação e conspiração para cometer homicídio em país estrangeiro.

De acordo com o procurador dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York, Jamie McDonald, a sentença responsabiliza Daniel por um plano premeditado de assassinato motivado por ganância. O procurador afirmou que o réu manipulou familiares e funcionários para executar o crime e demonstrou desprezo pelo Estado de Direito.

Como ocorreu o crime e o plano de execução

As investigações apontaram que o planejamento para a morte de Brent começou em 2023, durante um processo de divórcio conturbado entre o casal. Ao todo, foram identificadas 11 transferências de dinheiro realizadas para o executor, o cubano Alejandro Triana Prevez, e para uma pessoa ligada a ele em Cuba.

Para ocultar a origem dos pagamentos, Daniel teria utilizado as identidades de amigos, funcionários e familiares que desconheciam o objetivo das transações. No dia 14 de janeiro de 2024, Prevez executou o crime na casa de férias de Brent, desferindo 18 facadas contra a vítima.

Após o assassinato, o executor utilizou um número de telefone secreto, combinado previamente com Daniel, para realizar diversas ligações ao réu. Pela execução, Prevez recebeu um pagamento de US$ 5 mil no momento do crime, com promessa de novas remessas.

Situação jurídica do executor

O cubano Alejandro Triana Prevez foi preso quatro dias após o crime por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital, no Rio de Janeiro. Ele foi identificado como o responsável direto pelo homicídio no Brasil.

Enquanto Daniel cumpre a pena nos Estados Unidos, o processo criminal contra Prevez continua em tramitação na Justiça brasileira.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.