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Ministério Público pede prisão de vice-presidente do Corinthians em investigação sobre contrato com a Nike

Solicitação do Ministério Público ocorre após desligamento de testemunha do caso envolvendo contrato de material esportivo

Por Redação Diário Local

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou, nesta sexta-feira (16), a prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians. O pedido ocorre no âmbito de um processo que investiga irregularidades em um contrato de fornecimento de material esportivo com a Nike.

A solicitação do órgão foi motivada pelo desligamento de Marcelo Munhões, que atuava na Diretoria de Tecnologia do clube. O Ministério Público entende que a saída de Munhoes, que é testemunha da acusação no caso, pode representar uma tentativa de intimidação e interferência no andamento das investigações.

Como alternativa à prisão, o Ministério Público também solicitou a aplicação de medidas restritivas contra o vice-presidente.

O que diz a defesa de Armando Mendonça

A defesa de Armando Mendonça apresentou manifestação à Justiça nesta sexta-feira (16) contestando o pedido e solicitando que ele seja rejeitado. Os advogados negam qualquer participação no afastamento de Marcelo Munhões e afirmam que a decisão foi de responsabilidade exclusiva do presidente Osmar Stabile.

Em documento encaminhado à 25ª Vara Criminal da Barra Funda, os advogados sustentam que não há provas de que o dirigente tenha solicitado ou incentivado a saída do ex-diretor. Segundo o texto, Armando sequer sabia da decisão antes de ler sobre o caso na imprensa.

A defesa argumenta ainda que o movimento faz parte do contexto político do clube, já que Munhoes passou a integrar uma chapa de oposição para as eleições marcadas para o dia 28 de novembro. Os advogados citaram que outros dirigentes envolvidos no processo eleitoral também deixaram seus cargos.

Questionamentos sobre a atuação do Ministério Público

Os advogados de Armando Mendonça classificaram a manifestação do Ministério Público como abusiva e questionaram a atuação do promotor Cássio Roberto Conserino. Um dos argumentos utilizados é a rapidez do protocolo: segundo a defesa, Munhões enviou um e-mail ao promotor às 15h19 desta sexta-feira (16) e, apenas uma hora e 20 minutos depois, o pedido de prisão foi apresentado.

A defesa ressalta que, no e-mail enviado ao promotor, Munhoes não mencionou Armando como o responsável pelo seu afastamento. O ex-diretor relatou no documento ter tido seus acessos aos sistemas do Corinthians bloqueados e afirmou que a decisão foi atribuída por Stabile a questões políticas e pressões internas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.