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São Paulo

Ministério Público cobra explicações da prefeitura de São Paulo após chuvas causarem mortes e alagamentos

Promotoria pede esclarecimentos sobre plano de contingência e atendimento após temporal causar morte e alagamentos na capital

Por Redação Diário Local

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) exigiu que a prefeitura de São Paulo explique, em até 48 horas, quais medidas de contingência foram adotadas para enfrentar o temporal que atingiu a capital nesta quarta-feira (14). O pedido ocorre após a chuva causar a morte de uma mulher em um deslizamento de terra na Brasilândia, na zona norte, e diversos alagamentos na região central.

A Promotoria quer apurar se houve o acionamento da Defesa Civil e se a administração municipal prestou o atendimento necessário às vítimas e aos cidadãos afetados. O órgão busca entender o protocolo de resposta diante de eventos climáticos extremos como os registrados na última quarta-feira (14).

A manifestação do MPSP faz parte de um processo de cumprimento de sentença. Em janeiro deste ano, a Justiça condenou a Prefeitura de São Paulo a apresentar planos de intervenção de curto, médio e longo prazos para o controle e a prevenção de enchentes, após reconhecer falhas na política de drenagem urbana da cidade.

Diante dos novos danos, o Ministério Público requereu o reconhecimento da mora (atraso no cumprimento da obrigação) do município e a aplicação de multa diária de R$ 10 mil, conforme previsto na decisão judicial. O objetivo é garantir que a gestão municipal cumpra imediatamente as determinações de prevenção estabelecidas pela Justiça.

Alagamentos e danos na região central

O Túnel São João Paulo II, conhecido como Túnel do Anhangabaú, na região central, sofreu um alagamento severo. Imagens e vídeos mostram veículos submersos e empilhados pela força da água, além de motoristas e passageiros ilhados dentro dos carros. Na região da Bela Vista, uma árvore também desabou sobre dois veículos.

No Parque do Ibirapuera, na zona sul, o transbordamento de um lago causou a queda de uma grade e a interdição de vias do local. Na Avenida 23 de Maio, também na altura do Ibirapuera, registros mostraram carros boiando e motoristas presos no trânsito devido às inundações.

Impactos no transporte e serviços

A infraestrutura de transporte também foi afetada. Na estação Japão-Liberdade, da Linha 1-Azul do Metrô, uma das entradas foi inundada, mas o órgão informou que a operação das linhas seguiu normalmente. O tráfego rodoviário foi impactado, levando a Prefeitura a suspender o rodízio de veículos na capital.

No setor aéreo, o Aeroporto de Congonhas registrou 148 voos atrasados e seis cancelamentos devido às condições meteorológicas. O número de atrasos representou 24% das viagens previstas para a quarta-feira (14), segundo dados da plataforma Flightradar24.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.