Historiadora lança livro infantojuvenil para homenagear legado de Dona Lucinha em Belo Horizonte
Obra escrita por Márcia Nunes celebra a história da cozinha mineira e o legado da mãe no restaurante da família em BH
Por Redação Diário Local
A historiadora Márcia Nunes prepara o lançamento de um livro infantojuvenil em novembro para homenagear o legado de sua mãe, Dona Lucinha. A obra, intitulada "Dona Lucinha e o baú das sete chaves", será publicada pela editora Aletria e busca registrar a história da formação da cozinha mineira e a riqueza alimentar de Minas Gerais através de uma linguagem lúdica.
O projeto tem como objetivo alcançar o público escolar e pode ser utilizado como material didático para a valorização da cultura mineira. O lançamento está programado para ocorrer em dois momentos no restaurante da família, localizado no Bairro São Pedro, em Belo Horizonte: no dia 17 de novembro e no dia 21 de novembro (21), data que celebra o aniversário de Dona Lucinha.
A iniciativa busca concretizar um desejo antigo de Dona Lucinha. Durante sua trajetória como professora em escola rural, ela manifestava a vontade de escrever para o público infantil, mas o projeto não foi finalizado em vida. Márcia Nunes decidiu, então, assumir a missão de realizar esse sonho por meio da escrita.
Como surgiu o projeto do livro?
Para a composição da nova obra, a historiadora conta com a colaboração do jornalista João Eugênio, da pedagoga Valéria Eugênio e da ilustradora Paula Oliveira. A narrativa utiliza o simbolismo das chaves de um baú para abrir histórias que relacionam ingredientes tradicionais ao contexto histórico da culinária do estado.
O desenvolvimento do livro é uma continuidade do trabalho literário já realizado entre mãe e filha. Antes da partida de Dona Lucinha, as duas escreveram juntas a obra "História da arte da cozinha mineira", fruto da convivência no restaurante da família, onde Márcia auxiliava na redação dos textos que documentavam o saber gastronômico da mãe.
O legado na gastronomia de Belo Horizonte
Márcia Nunes, que é historiadora, assumiu a administração do restaurante da família após a morte da mãe e busca perpetuar as tradições de Dona Lucinha. No estabelecimento, a historiadora tem implementado elementos culturais para diversificar a experiência dos clientes, como cardápios de poesias, saraus e serestas.
Além da literatura, o legado de Dona Lucinha tem despertado interesse em outras áreas, como no audiovisual. Existem movimentações para que a história de vida da cozinheira seja transformada em um longa-metragem, enquanto o restaurante segue mantendo o modo de fazer tradicional como base de sua identidade.
