Agentes de imigração dos EUA devem receber luvas que aplicam choques elétricos até março
Departamento de Segurança Interna planeja investir até US$ 20 milhões em dispositivos para obter obediência de indivíduos combativos.
Por Redação Diário Local
Agentes do Departamento de Imigração e Alfândega (ICE) dos Estados Unidos serão equipados em breve com luvas capazes de aplicar choques elétricos. O objetivo da tecnologia é obter a obediência de indivíduos que apresentem comportamento combativo durante as operações de campo.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) planeja investir entre US$ 10 milhões e US$ 20 milhões para adquirir os dispositivos denominados G.L.O.V.E. até março do ano que vem. Um aviso de compra sobre o projeto foi publicado nesta segunda-feira (10).
Os equipamentos são fabricados pela empresa Compliant Technologies, sediada em Lexington, Kentucky. Segundo o aviso de compra, uma solicitação para contrato sem licitação poderá ser publicada já nesta sexta-feira (14).
De acordo com informações do fabricante, os dispositivos funcionam como um par de luvas de patrulha convencional até que o agente acione um interruptor para ativar o modo elétrico. O equipamento deve ser aplicado diretamente na pele do indivíduo para fornecer o estímulo.
Como funcionam as luvas de choque?
O dispositivo é projetado para fornecer um estímulo de dor que, segundo o fabricante, ajuda o agente a obter o controle da situação em poucos segundos. A ideia é utilizar o choque como uma ferramenta de distração e desescalada de conflitos.
O presidente do Instituto para a Prevenção de Mortes sob Custódia comparou o efeito do choque a uma picada de abelha. Ele afirmou que a sensação é imediata e afiada, servindo como uma ferramenta eficaz caso o agente receba resistência física de alguém.
O plano de aquisição gerou preocupação entre defensores dos direitos civis, incluindo membros da União Americana pelas Liberdades Civis. Os grupos manifestaram alarme com a medida, citando o histórico de críticas ao uso da força durante a repressão à imigração nos EUA.
Até o momento, nem o Departamento de Segurança Interna, nem a empresa Compliant Technologies emitiram comentários oficiais sobre o processo de compra ou sobre o uso da tecnologia pelos agentes.
