AIEA denuncia Irã ao Conselho de Segurança da ONU por violação de regras nucleares
Agência internacional acusou o país de violar obrigações de não-proliferação após aprovação de resolução por Conselho de Governadores.
Por Redação Diário Local
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) denunciou o Irã ao Conselho de Segurança da ONU nesta quarta-feira (9). A acusação é de que o país violou obrigações de não proliferação nuclear estabelecidas por tratados internacionais.
A decisão foi tomada após o Conselho de Governadores da AIEA, composto por 35 países, aprovar uma resolução para encaminhar o caso ao órgão de segurança máxima das Nações Unidas. A medida ocorre em um contexto de monitoramento das atividades nucleares do país no Oriente Médio.
A resolução que motivou a denúncia recebeu 23 votos favoráveis, três votos contrários e registrou oito abstenções. O objetivo do movimento é levar o impasse sobre o cumprimento das normas nucleares ao escrutínio do Conselho de Segurança.
A AIEA é a agência da ONU responsável por regular e fiscalizar o uso da energia nuclear em todo o mundo. O Irã é signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear (NPT), acordo que visa impedir a disseminação de armas nucleares.
Em resposta à medida, o governo iraniano afirmou que a resolução aprovada pela agência é "tendenciosa" e possui caráter "político". A declaração foi divulgada pela missão permanente de Teerã junto à ONU e outras organizações internacionais em Viena, na Áustria.
Segundo o comunicado oficial da missão iraniana, a denúncia pode trazer consequências negativas para o controle global de armamentos. O texto afirma que a decisão "acelera uma maior erosão e o eventual colapso do regime de não proliferação como um todo".
O caso coloca em xeque o cumprimento dos compromissos de Teerã perante o Tratado de Não Proliferação Nuclear. A agência busca garantir que as atividades de energia atômica do Irã permaneçam apenas dentro dos limites civis permitidos.
A resolução agora segue para análise do Conselho de Segurança da ONU, que poderá deliberar sobre novas medidas e sanções. O desdobramento do caso é acompanhado de perto por governos e órgãos de segurança internacional.
