Preço do petróleo Brent se aproxima de US$ 100 com escalada de conflito no Oriente Médio
Barril Brent operou perto dos US$ 100 nesta terça-feira (8) após novos ataques e tensões envolvendo Irã e Estados Unidos.
Por Redação Diário Local
Os preços do petróleo Brent seguem em tendência de alta e se aproximaram da marca de US$ 100 nesta terça-feira (8). O barril do Brent chegou a ser negociado a US$ 99,45 na madrugada desta terça-feira (8), enquanto os contratos futuros do petróleo bruto WTI, referência para o mercado norte-americano, subiram para US$ 94,39 o barril.
A escalada de conflitos no Oriente Médio é apontada como a principal razão para o avanço nos preços das commodities. A movimentação do mercado reflete o aumento da tensão militar entre Irã, Estados Unidos e Israel na região.
No domingo (6), o Irã afirmou ter atacado uma embarcação não tripulada dos Estados Unidos que tentava entrar no estreito de Ormuz. No entanto, os militares norte-americanos negaram a informação sobre o ocorrido.
A instabilidade na região também foi alimentada por ações militares registradas no último final de semana. No sábado (5), as Forças Armadas dos Estados Unidos declararam ter atingido três petroleiros iranianos.
Segundo o comunicado dos militares americanos, o ataque aos petroleiros foi uma resposta a disparos de mísseis contra embarcações de guerra da Marinha dos Estados Unidos. O episódio intensifica o cenário de insegurança nas rotas de transporte de energia.
Histórico do conflito
O conflito armado na região tem duração desde 28 de fevereiro, marcado por investidas de Estados Unidos e Israel contra o território iraniano. Embora uma trégua tenha sido anunciada em junho, os ataques continuam a ser reportados.
Os confrontos foram retomados na última semana, concentrando as atividades militares no estreito de Ormuz e na costa sul do Irã. A continuidade das hostilidades tem gerado impacto direto na volatilidade do mercado internacional de petróleo.
Até as 5h46 desta terça-feira (8), o barril do Brent era negociado a US$ 99,08. O monitoramento dos preços segue atento às novas movimentações geopolíticas no Oriente Médio.
