Ataque de mísseis dos Estados Unidos mata sete militares no Irã
Bombardeios americanos resultaram em mortes no sudeste iraniano enquanto o país retalia com ataques a instalações americanas no Golfo.
Por Davy Albuquerque
Um ataque de mísseis dos Estados Unidos matou sete militares iranianos em um quartel próximo à cidade de Iranshahr, no extremo sudeste do Irã, nesta quarta-feira (15), informou o Exército do país.
O anúncio ocorre em um cenário de intensificação dos confrontos entre as duas nações e da retomada do bloqueio militar norte-americano aos portos iranianos. O objetivo do bloqueio é tentar manter a navegação aberta no Estreito de Ormuz.
Apesar das tentativas de manter a via aberta, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que a rota permanecerá fechada até que os atos de agressão dos Estados Unidos cessem. A emissora estatal IRIB divulgou comunicado afirmando que as operações de represália continuarão.
Retaliação no Golfo
O conflito escalou com o aumento dos bombardeios americanos, que alcançaram a quarta noite consecutiva. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) relatou o lançamento de uma série de ataques contra dezenas de alvos militares iranianos na noite de terça-feira (14).
O Irã confirmou bombardeios em larga escala em regiões como Bandar Abbas, na ilha de Qeshm e na cidade de Ahvaz. Em resposta, o país atacou instalações ligadas aos Estados Unidos em diversos países do Golfo, incluindo unidades da Quinta Frota no Bahrein.
Segundo a televisão estatal iraniana, os ataques no Bahrein atingiram centros de comando, controle, depósitos de equipamentos militares e instalações de armazenamento de combustível. As forças armadas do Bahrein confirmaram a interceptação de mísseis iranianos e condenaram a ofensiva.
Impacto no comércio mundial
A escalada da violência tem repercussão em outros países da região. No Kuwait, o bombardeio iraniano atingiu o centro logístico de Mina Abdullah, utilizado pelo Exército americano. Na Jordânia, o Exército afirmou ter derrubado mísseis lançados contra a base Al Azraq, que abriga hangares e instalações de caças F-18.
A retomada dos conflitos no Estreito de Ormuz gera preocupação quanto ao comércio global. A Organização Marítima Internacional relatou que ataques a petroleiros na região deixaram pelo menos dois mortos e feridos desde a noite de segunda-feira.
A ONU expressou preocupação com as consequências socioeconômicas e humanitárias do bloqueio de uma rota essencial para milhões de pessoas. Paralelamente, os Estados Unidos anunciaram sanções contra a rede de petroleiros de Mohammad Hossein Shamkhani e o congelamento de 130 milhões de dólares em criptomoedas vinculadas ao Banco Central iraniano.
