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Ataque do Irã danifica caças e deixa avião dos EUA sem asa em base na Jordânia

Ataques iranianos atingiram aeronaves na Base Aérea de Muwaffaq Salti, incluindo um A-10 Thunderbolt II que ficou sem uma asa

Por Redação Diário Local

Ataques do Irã danificaram diversas aeronaves militares dos Estados Unidos nesta semana na Base Aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia, informou uma autoridade norte-americana nesta quinta-feira (10).

De acordo com a autoridade, que solicitou anonimato, um caça A-10 Thunderbolt II foi atingido e ficou sem uma das asas. Além disso, cerca de oito caças F-15 sofreram danos leves, mas já foram recolocados em serviço operacional.

As Forças Armadas dos Estados Unidos já registravam perdas e danos materiais desde o início da guerra com o Irã, ocorrida em fevereiro. Entre as perdas estão a destruição de mais de 20 drones e ataques contra diversas aeronaves.

Histórico de perdas e gastos com mísseis

Um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso dos EUA, publicado em maio, apontou que 42 aeronaves militares norte-americanas foram perdidas ou danificadas durante o conflito. Desde o início das hostilidades, 18 militares dos EUA morreram e mais de 800 ficaram feridos.

O ataque na Jordânia aconteceu após as forças norte-americanas afirmarem ter destruído cinco petroleiros iranianos. A ação dos EUA foi descrita como uma resposta a ataques da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, que lançou mísseis balísticos duas vezes contra um navio de guerra da Marinha norte-americana.

Para neutralizar os mísseis lançados pelo Irã, as forças dos EUA precisaram utilizar cerca de 30 interceptadores Patriot, segundo a autoridade informou. O uso desses sistemas levanta preocupações sobre o nível dos estoques de defesa aérea norte-americanos.

Impacto nos estoques de defesa

Embora os números exatos do arsenal sejam confidenciais, o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais estima que cerca de 65% dos interceptadores Patriot dos Estados Unidos foram utilizados entre fevereiro e julho.

Com o ritmo de uso, o estoque teria caído para menos de 850 unidades, comparado às 2.330 unidades disponíveis antes do início da guerra com o Irã.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.