Atentados com explosivos deixam um policial morto e dois feridos no primeiro dia de governo na Colômbia
Ataques com explosivos e drones ocorreram neste sábado (8) em rodovia e estação policial, logo após a posse do presidente Abelardo De la Espriella.
Por Redação Diário Local
O primeiro dia de governo de Abelardo De la Espriella na Colômbia foi marcado por uma sequência de ataques atribuídos a grupos armados neste sábado (8). Os episódios deixaram um policial morto e dois seguranças feridos, desafiando a promessa de endurecimento da política de segurança pública do novo mandato.
Um dos atentados ocorreu na rodovia Pan-Americana, na região de Mondomo, no departamento de Cauca. Segundo informações do Exército colombiano, explosivos foram utilizados contra um pedágio que estava em construção na área, resultando em dois seguranças feridos.
Horas após o primeiro episódio, uma estação policial no departamento de Cesar também foi alvo de ataques. De acordo com autoridades locais, o local foi atingido por explosivos lançados por drones, ação que resultou na morte de um policial.
O governo colombiano atribuiu as ações a forças ligadas a Iván Mordisco, um dos principais líderes de dissidências das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Uma operação foi determinada para localizar os responsáveis pelos atentados.
Em publicação na rede social X, o presidente De la Espriella condenou os ataques e afirmou que o Estado responderá com toda a sua capacidade para recuperar o controle do território. Ele declarou que atacar a infraestrutura do país é um ataque ao progresso e que não haverá impunidade para os autores.
Os ataques ocorrem menos de 24 horas após a posse do presidente, realizada nesta sexta-feira (7). O novo governo marca uma ruptura com a estratégia de segurança adotada pelo antecessor, Gustavo Petro, que focava em negociações políticas.
Durante a campanha, De la Espriella prometeu priorizar o enfrentamento direto de organizações criminosas e guerrilheiras, abandonando a política de negociações. A nova postura contrasta com o programa de "Paz Total", que buscava estabelecer cessar-fogos com grupos como as dissidências das Farc e o Exército de Libertação Nacional (ELN).
O processo de paz original com as Farc foi assinado em 2016, durante a gestão de Juan Manuel Santos, levando à desmobilização da guerrilha. No entanto, parte dos integrantes rejeitou o acordo ou abandonou o processo de desmobilização, formando os grupos dissidentes que atuam atualmente em diversas regiões do país.
