Bezos estreita relação com Trump e impulsiona contratos da Blue Origin nos EUA
Mudança de postura de Jeff Bezos fortalece parcerias da Blue Origin e da Amazon com o governo dos Estados Unidos
Por Diário Local
A aproximação entre o empresário Jeff Bezos e o presidente Donald Trump impulsionou o volume de contratos federais das empresas do bilionário nos Estados Unidos. Após um período de hostilidade, Bezos tornou-se um aliado próximo do governo, o que resultou em crescimento acelerado de receitas para a Blue Origin e para a Amazon Web Services (AWS).
De acordo com pessoas familiarizadas com o tema, a mudança de postura ocorreu para garantir influência política e evitar que concorrentes consolidassem vantagens exclusivas em disputas governamentais. A estratégia de Bezos incluiu também transformações no jornal The Washington Post, como a decisão de não apoiar candidatos presidenciais em 2024.
O novo cenário político também refletiu nos negócios da Amazon. Os contratos da divisão de computação em nuvem, a Amazon Web Services (AWS), atingiram o recorde de US$ 389 milhões no primeiro ano do atual mandato de Trump.
O valor representa uma alta de cerca de 54% em comparação ao último ano do mandato anterior. Aliados do empresário afirmam que ele passou a enxergar Trump como uma figura pragmática, visão reforçada por declarações de Bezos de que o presidente possui ideias positivas.
Crescimento da Blue Origin
No setor aeroespacial, a Blue Origin registrou a maior velocidade de crescimento de receita contratada pelo governo desde o retorno de Trump à Casa Branca. Embora a SpaceX ainda possua contratos com valores absolutos maiores, a empresa de Bezos acelerou sua captação de recursos federais.
Entre os acordos firmados pela Blue Origin, destacam-se contratos com a Força Espacial dos EUA para missões de inteligência e militares que podem chegar a US$ 2,4 bilhões. A companhia também obteve US$ 78 milhões para infraestrutura espacial na Flórida.
A empresa recebeu autorização para disputar projetos do escudo antimísseis “Golden Dome”, estimado em US$ 151 bilhões, e um contrato de US$ 188 milhões da NASA. O recurso da agência espacial servirá para transportar cargas ao polo sul da Lua pelo programa Artemis.
Apesar do avanço comercial, a Blue Origin ainda opera em escala menor que a SpaceX. No último ano, a empresa realizou 11 voos, a maioria para turismo espacial, enquanto a concorrente efetuou 161 lançamentos, voltados principalmente para o setor de satélites.
