Chuvas intensas na Índia causam desabamentos e deixam seis mortos em Mumbai
Temporal causou o desabamento de casas em favela, deslizamentos em rodovias e cancelamento de trens e voos na capital financeira.
Por Diário Local
Ao menos seis pessoas morreram após o desabamento de um conjunto de casas na região de Mankhurd, nos subúrbios da zona leste de Mumbai, na Índia, neste domingo (5). De acordo com autoridades municipais, as vítimas fatais são cinco crianças e uma mulher, após o colapso de construções de vários andares em uma favela local.
O temporal que atingiu a capital financeira do país também provocou deslizamentos de terra na rodovia expressa que liga Mumbai a Pune. O incidente forçou o fechamento da via e interrompeu o tráfego entre as duas cidades, deixando blocos de concreto e entulho espalhados pela pista.
Além dos transtornos nas estradas, o serviço de voos e as linhas de trens de longa distância foram afetados. Houve registros de cancelamentos, incluindo as rotas que conectam Mumbai e Pune, prejudicando o deslocamento na região.
O volume de água também causou alagamentos em diversas ruas, com moradores circulando por áreas inundadas. Em função das condições climáticas, escolas e universidades da região permaneceram fechadas nesta segunda-feira (6).
A queda de árvores nas ruas de Mumbai também foi registrada devido às chuvas. Segundo informações coletadas na região, o fenômeno causou a morte de pelo menos três pessoas desde o fim do mês passado.
A cidade registrou mais de 100 milímetros de chuva, com alguns pontos acumulando até 161 milímetros. O Departamento Meteorológico da Índia (IMD) prevê que a chuva continue de fraca a moderada nesta segunda-feira em várias áreas da capital.
O cenário atual ocorre em meio a um período de seca atípica. O serviço meteorológico indiano informou que o país registrou o quinto mês de junho mais seco desde o início da série histórica, em 1901, o que eleva a preocupação com a produção agrícola e o crescimento econômico.
As monções são fundamentais para a economia indiana, sendo responsáveis por cerca de 70% das chuvas anuais e pelo abastecimento de reservatórios. O diretor-geral do IMD, Mrutyunjay Mohapatra, previu que as chuvas de monção em julho devem ficar abaixo de 94% da média histórica de longo prazo.
