Uefa, AFC e Concacaf formam bloco de 136 votos contra Gianni Infantino na Fifa
Confederações da Europa, Ásia e América do Norte e Central publicaram carta conjunta criticando gestão da Fifa.
Por Redação Diário Local
As confederações da Europa (Uefa), da Ásia (AFC) e da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) formaram um bloco de oposição ao atual presidente da Fifa, Gianni Infantino. Em carta conjunta publicada nesta segunda-feira (10), as três entidades demonstraram que somam 136 votos no Congresso da Fifa, número suficiente para eleger um novo dirigente para o cargo.
O Congresso da Fifa é o principal órgão de decisão da federação e é responsável pela escolha do presidente. Atualmente, o órgão conta com 211 associações-membros, todas com direito a voto e o mesmo peso. Para vencer a eleição, um candidato precisa obter a maioria simples, que corresponde a 106 votos.
O que motivou a oposição?
O documento assinado pelas três confederações não exige a renúncia imediata de Infantino, mas apresenta críticas à forma como foi conduzido o projeto de criar uma empresa aberta a capital privado para reunir os direitos comerciais e de competições da Fifa. O plano, que foi abandonado, gerou uma crise interna nas entidades.
Na carta, as federações defendem que a liderança do futebol deve servir à modalidade e não buscar o controle sobre ela. O presidente da Concacaf, Victor Montagliani, é um dos nomes que assina o documento e é citado como um possível rival no pleito.
Divisões entre os blocos
Embora o bloco de oposição seja numericamente forte, há fissuras entre as associações. Na Ásia e na América do Norte, o apoio a Infantino não é unânime. O México, organizador da Copa do Mundo de 2026, declarou apoio ao atual presidente, assim como o Catar e outros países do Oriente Médio.
Em contrapartida, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e a Confederação Africana de Futebol (CAF) permanecem fiéis a Infantino, somando 64 votos. A Confederação da Oceania (OFC) possui 11 votos e ainda não manifestou posição oficial.
A Conmebol emitiu nota criticando as ações de opositores, classificando os movimentos como preocupantes por não utilizarem os mecanismos institucionais previstos. Já a Jordânia, por meio de sua federação, mantém uma postura de crítica à gestão atual.
Próximos passos da eleição
O processo eleitoral da Fifa terá início em 19 de novembro, quando termina o prazo para a inscrição de chapas. Para concorrer, é exigido o apoio formal de ao menos quatro associações.
A votação está marcada para o próximo Congresso da Fifa, que será realizado em Rabat, no Marrocos, em março de 2027. Gianni Infantino busca seu terceiro mandato, que, conforme o estatuto da Fifa, será o seu último na presidência.
