Presidente do Cazaquistão sugere congelamento de conflito na Ucrânia para retomar negociações
Kassym-Jomart Tokayev propõe retomada de negociações com base na fórmula de Istambul durante fórum na Rússia
Por Redação Diário Local
O presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, afirmou neste sábado (25) que um acordo de paz na Ucrânia pode ser alcançado se os dois lados congelarem o conflito e retomarem as negociações diplomáticas. A proposta foi apresentada durante um fórum Rússia-Cazaquistão, realizado na cidade siberiana de Omsk.
Durante o evento, Tokayev defendeu a retomada de discussões baseadas no que chamou de "fórmula de Istambul 2.0". Para o líder cazaque, o congelamento das hostilidades seria o passo necessário para que o diálogo entre as partes seja restabelecido.
O presidente cazaque participou do encontro ao lado do presidente russo, Vladimir Putin. Na ocasião, Tokayev chegou a elogiar a flexibilidade diplomática demonstrada pelo líder do Kremlin ao tratar do tema.
Segundo Tokayev, o avanço em direção a uma paz consolidada dependeria de garantias de segurança oferecidas pelas grandes potências mundiais. Ele ressaltou que a Rússia deve fazer parte desse grupo de garantidores para que o processo tenha eficácia.
"Isso precisa chegar ao fim", declarou o governante cazaque, reforçando a urgência de uma solução para o impasse que persiste desde o início da invasão em larga escala da Rússia em fevereiro de 2022.
O que é a fórmula de Istambul?
A referência a Istambul remete a rodadas de negociações entre Moscou e Kiev que ocorreram logo após o início da invasão russa, no começo de 2022. Essas conversas buscaram estabelecer termos para o cessar-fogo e para o fim das hostilidades.
Novas discussões entre os dois países foram tentadas novamente em 2025, mas as tentativas não resultaram em avanços significativos até o momento. O cenário atual, conforme a visão de Tokayev, exige um novo formato de diálogo para romper a paralisia diplomática.
No contexto da guerra, tanto a Rússia quanto a Ucrânia negam ter como alvo a população civil. O conflito, contudo, segue marcado por intensos combates no terreno e pela ausência de um consenso sobre as condições de um eventual acordo de paz.
