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Prazo de 60 dias para cessar-fogo entre EUA e Irã termina nesta segunda-feira (17) sem acordo

Trégua de 60 dias assinada em junho expira sem avanços nas negociações sobre o programa nuclear e o controle do Estreito de Ormuz

Por Redação Diário Local

O prazo de 60 dias estabelecido para o encerramento da guerra entre os Estados Unidos e o Irã termina nesta segunda-feira (17). O cronograma fazia parte de um acordo provisório assinado em junho, que visava suspender operações militares e buscar uma solução definitiva para o conflito e para a disputa sobre o programa nuclear iraniano.

Até o momento, não há indícios de que as negociações tenham avançado para detalhes sobre o tema nuclear. O impasse concentra-se na reabertura do Estreito de Ormuz e no levantamento do bloqueio imposto pelos Estados Unidos ao Irã, ambos previstos no Memorando de Entendimento assinado no início do período.

O que impede o avanço do acordo?

As negociações enfrentam dificuldades devido a exigências divergentes entre os dois países. O Irã apresentou uma lista de condições para a reabertura do estreito, que inclui o fim do bloqueio americano, a retirada de forças dos Estados Unidos do entorno de seu território e o pagamento de indenizações por danos causados desde o início do conflito, em fevereiro.

Por outro lado, o governo dos Estados Unidos rejeitou as exigências de Teerã. A administração americana sustenta que o Irã deve pagar reparações de guerra e mantém o controle sobre a via. Washington tem utilizado sanções nos setores marítimo, energético e financeiro, além de um bloqueio naval, como forma de pressionar o governo iraniano.

O controle sobre o Estreito de Ormuz é um ponto crítico, pois a via é essencial para o comércio global de petróleo e gás. Antes da guerra, o estreito era responsável pelo transporte de um quinto do volume comercializado no mundo.

Histórico de tensões e tentativas de mediação

O acordo firmado em junho sofreu desgastes logo após a assinatura. Uma semana após o pacto, disparos contra embarcações na costa de Omã geraram retaliações militares de ambos os lados, incluindo ataques a países árabes que abrigavam forças americanas. Como resposta, os Estados Unidos cancelaram isenções de venda de petróleo e restabeleceram o bloqueio aos portos iranianos.

O Paquistão, que desempenhou papel fundamental na intermediação do acordo de junho, manifestou na última semana a esperança de que o prazo seja prorrogado. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, Tahir Andrabi, o país está empenhado em levar as duas partes novamente ao diálogo.

Enquanto não há um consenso, o tráfego pelo Estreito de Ormuz opera em uma fração pequena do que era registrado antes das hostilidades. Especialistas preveem que a manutenção da instabilidade pode elevar os preços de combustíveis e de outros produtos em escala global.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.