Donald Trump pede que taxa de US$ 103 mil para visto profissional se torne permanente
Presidente dos EUA busca tornar permanente cobrança para trabalhadores qualificados após suspensão judicial da medida.
Por Redação Diário Local
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou um pedido para tornar permanente a cobrança de US$ 103.265 (cerca de R$ 531 mil) para a emissão de vistos voltados a trabalhadores altamente qualificados. A nova regra foi publicada pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA nesta segunda-feira (25).
A medida foca no programa de visto H-1B, um modelo amplamente utilizado por empresas de tecnologia para a contratação de profissionais estrangeiros de alta qualificação. O valor da taxa é uma atualização em relação ao patamar de US$ 100 mil estabelecido pelo governo no ano passado.
A iniciativa ocorre após uma decisão judicial que havia suspendido a cobrança anteriormente. Na ocasião, um juiz federal entendeu que a implementação da política violava a Lei de Procedimento Administrativo (APA), por ser considerada arbitrária e por não ter passado pelo processo de consulta pública obrigatório.
A resistência à nova taxa é expressiva e envolve diversas esferas do governo americano. Pelo menos 20 estados já entraram na Justiça para contestar a medida, alegando que o custo impede a contratação de profissionais essenciais para setores estratégicos, como educação e saúde.
Justificativa do governo
A administração Trump justifica a imposição do valor como uma medida de proteção ao mercado de trabalho local. Segundo o governo, o programa H-1B tem sido explorado para substituir trabalhadores americanos por mão de obra menos qualificada e com salários reduzidos.
De acordo com a argumentação da presidência, essa dinâmica de substituição de profissionais teria gerado prejuízos à segurança econômica e nacional dos Estados Unidos.
O impasse entre o Poder Executivo e as esferas estaduais e judiciárias coloca em xeque o fluxo de talentos internacionais para o país. Enquanto o governo defende a proteção do emprego doméstico, os estados alertam para o desabastecimento de profissionais em áreas vitais para o funcionamento da sociedade.
