Cidade romana de Baia afundou até 5 metros sob o mar devido a fenômeno geológico
Fenômeno de bradisismo causou rebaixamento do terreno e submergiu edifícios da antiga cidade romana de Baia.
Por Redação Diário Local
A cidade romana de Baia, situada próxima a Nápoles, na Itália, encontra-se submersa entre 2 e 5 metros abaixo do nível do mar. O fenômeno de inundação ocorreu devido ao bradisismo, um processo geológico que promoveu o rebaixamento lento do terreno na região ao longo do tempo.
O fenômeno geológico mudou permanentemente a geografia local, transformando o que antes era uma área habitada em um cenário subaquático. A descida gradual do solo permitiu que o mar avançasse sobre as estruturas da antiga cidade.
Registros históricos revelam que a população da Antiguidade tentou combater o avanço das águas. Para tentar proteger as edificações, foram realizadas obras de engenharia para elevar o nível dos pisos das construções.
Essas medidas buscavam impedir que a invasão do mar atingisse o interior dos edifícios. No entanto, o movimento contínuo do terreno acabou superando os esforços de contenção da época.
O bradisismo é o fator determinante para o estado atual de Baia. O rebaixamento do solo foi um processo lento, o que permitiu que as tentativas de adaptação fossem realizadas ainda durante o período clássico.
Atualmente, o local permanece como um testemunho das mudanças geológicas e das estratégias de sobrevivência de povos antigos. A profundidade atual varia conforme o ponto da cidade, situando-se sempre no intervalo de 2 a 5 metros.
O caso de Baia exemplifica como forças naturais podem alterar drasticamente o patrimônio cultural e arquitetônico. As estruturas que hoje estão sob a água mostram as marcas das intervenções feitas para tentar manter a cidade seca.
A combinação entre o fenômeno do bradisismo e a geografia de Nápoles criou um cenário único de arqueologia subaquática, preservando elementos de uma civilização que tentou resistir às mudanças do terreno.
