Conmebol critica ações unilaterais da Fifa e questiona projeto de investimentos privados
Confederação sul-americana expressou preocupação com a condução do projeto Fifa Forward Enterprise e a falta de diálogo da entidade máxima.
Por Redação Diário Local
A Conmebol manifestou preocupação, nesta quinta-feira (6), com as decisões unilaterais adotadas pela Fifa. Em comunicado oficial, a confederação sul-americana questionou a condução do projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), que propunha a entrada de investimentos privados em competições da entidade máxima do futebol, incluindo a Copa do Mundo.
Embora a confederação tenha elogiado o recuo da Fifa em retirar a proposta de abertura para o capital privado, o órgão criticou o método utilizado para a gestão do projeto. Segundo a instituição, as ações têm ocorrido sem o uso de mecanismos institucionais ou o diálogo necessário para tratar casos dessa natureza.
A entidade, presidida por Alejandro Domínguez, afirmou em nota que o cenário do futebol mudou rapidamente. De acordo com o comunicado, o esporte deixou de focar apenas na realização de grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2026, para enfrentar debates sobre governança e gestão institucional.
A Conmebol ressaltou que o cumprimento do marco institucional é uma garantia de segurança para todos os envolvidos no esporte. A confederação defendeu que o foco deve ser o respeito às regras estabelecidas e a manutenção de um intercâmbio construtivo entre as partes.
No comunicado, a instituição alertou que a negligência desses princípios básicos prejudica o futebol como um todo. "Quando esses princípios são deixados de lado, o futebol perde e todos nós perdemos", declarou a entidade, reforçando que o esporte pertence a todos.
A resistência à proposta de abertura para investidores privados começou a ganhar força na semana passada. A intenção de incorporar capital privado às atividades comerciais e esportivas da Fifa gerou uma reação imediata de oposição entre diversas organizações do setor.
A União Europeia de Futebol (Uefa), que representa 55 federações, lidera o movimento contrário à gestão atual. A entidade europeia confirmou, nesta quinta-feira (6), que mantém o boicote às competições organizadas pela Fifa como forma de protesto.
Apesar das críticas à condução do projeto, a Conmebol mantém relação de proximidade com a Fifa. A confederação sul-americana foi a primeira a apoiar a reeleição de Gianni Infantino, candidato único para o pleito que ocorre em março de 2027, e apoia o plano de ampliar a Copa do Mundo de 2030 para 64 seleções.
