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Copiloto que atacou comandante em voo da Flydubai agiu sozinho, segundo investigações

Investigações sobre ataque com machado em avião com destino a Israel indicam que suspeito não possui ligações com grupos ou governos.

Por Redação Diário Local

O copiloto acusado de atacar o comandante de um voo da Flydubai com destino a Israel agiu sozinho, segundo informações de fontes israelenses. As investigações preliminares indicam que o suspeito não possui, até o momento, ligações conhecidas com grupos ou governos organizados.

O incidente ocorreu durante o voo FZ1073, que partiu de Dubai. O agressor utilizou um machado de emergência para atacar o piloto capitão Smit Machchhar na tentativa de assumir o controle da aeronave. Durante a crise, o avião perdeu altitude rapidamente antes de realizar um pouso de emergência na Arábia Saudita.

O capitão Machchhar foi ferido no ataque, mas conseguiu destrancar a porta da cabine e sinalizar o estado de urgência. Passageiros e tripulação invadiram o compartimento para retomar o controle da aeronave e impedir uma tragédia maior.

Investigação e reações internacionais

O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif Al Shamsi, classificou a tentativa de sequestro como um "ato terrorista". O caso está sob investigação coordenada pelas autoridades dos Emirados Árabes Unidos, de Israel e do Ministério do Interior da Arábia Saudita, país onde o pouso foi realizado.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira (26) que, com base em informações coletadas durante o interrogatório, o suspeito teria passado por uma doutrinação radical islamista. Netanyahu não forneceu detalhes adicionais sobre as informações pessoais obtidas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou que o suspeito poderia ter ligações com o Irã, segundo informações que estaria recebendo. No entanto, ele também não apresentou provas ou detalhes complementares sobre essa possível conexão.

Perfil e histórico do suspeito

O suspeito foi identificado como Hamam al-Hammami, cidadão de Omã, que trabalhava na Flydubai há aproximadamente oito meses. Dados de seu histórico profissional indicam que ele já havia sido desligado de uma companhia aérea em Omã no ano passado.

Na ocasião de sua demissão em Omã, o motivo apontado foram preocupações com suas visões extremistas. Registros de perfil profissional indicam que ele trabalhou por sete anos na companhia nacional de seu país antes de passar por outros processos de seleção.

Al-Hammami chegou a realizar treinamentos na Royal Air Maroc em 2025 como parte de um processo de pré-contratação. Segundo comunicado da companhia marroquina, ele não foi selecionado para a vaga após o período de três meses de treinamento.

Rastreamento de vínculos e redes sociais

Investigadores também identificaram movimentações em redes sociais vinculadas ao nome do suspeito. Uma publicação feita em um perfil que seria de al-Hammami, cerca de nove horas após o incidente, continha uma foto do ex-líder da Al Qaeda.

Não há confirmação oficial sobre quem realizou as postagens e se elas teriam sido agendadas previamente. O perfil mencionado foi posteriormente deletado das plataformas digitais.

A Polícia Federal Australiana (AFP) informou que também está realizando investigações para verificar possíveis vínculos de al-Hammami com o país. A instituição afirmou que novas atualizações serão fornecidas conforme o avanço dos trabalhos.

As autoridades em Dubai, Israel e Arábia Saudita seguem trabalhando para determinar a motivação exata do ataque e consolidar os resultados das perícias técnicas realizadas no avião e nos envolvidos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.