Coreia do Norte lança dois mísseis balísticos em intervalo de três horas neste domingo (20)
Disparos ocorreram em intervalo de três horas; autoridades dos EUA descartam ameaça imediata à região.
Por Redação Diário Local
A Coreia do Norte lançou dois mísseis balísticos em um intervalo de apenas três horas neste domingo (20). Os disparos, realizados a partir da região de Wonsan, ocorreram após Pyongyang acusar os Estados Unidos de aumentarem as tensões na península coreana por meio de exercícios militares na região.
O primeiro lançamento foi detectado pelas Forças Armadas da Coreia do Sul por volta das 15h (horário local). Segundo autoridades, o artefato percorreu cerca de 450 quilômetros antes de cair no mar.
Cerca de três horas depois, por volta das 17h50, foi identificado o disparo de um segundo míssil balístico de curto alcance. Este segundo projétil também partiu de Wonsan e percorreu uma distância superior a 600 quilômetros.
O Ministério da Defesa do Japão confirmou o monitoramento das atividades e informou que os projéteis caíram fora da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do país. O governo japonês apresentou um protesto formal contra Pyongyang por meio de canais diplomáticos em Pequim.
O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, afirmou que a série de ações da Coreia do Norte ameaça a paz e a segurança do Japão, da região e da comunidade internacional. Autoridades da Coreia do Sul informaram que os dados de inteligência sobre os lançamentos foram compartilhados em tempo real com Washington e Tóquio.
O Conselho de Segurança Nacional da Coreia do Sul condenou as ações norte-coreanas e exigiu a interrupção imediata dos testes. O órgão declarou que a prática viola resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
Em comunicado oficial, o Comando do Pacífico dos Estados Unidos afirmou que monitora a situação em conjunto com os aliados. As autoridades americanas destacaram que, até o momento, os testes não representam uma ameaça imediata ao território ou aos aliados.
O episódio ocorre em um período de forte atrito político. Na última semana, Kim Yo Jong, irmã do líder Kim Jong-Un, atribuiu a escalada das tensões aos exercícios navais 'Pacific Vanguard 2026', liderados pela Marinha dos EUA com a participação de países como Coreia do Sul, Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Japão.
Os referidos exercícios militares ocorreram entre 29 de agosto e 10 de setembro nas imediações de Guam. Além da tensão militar, o governo norte-coreano recentemente rejeitou uma resolução da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre seu programa nuclear e reafirmou o fortalecimento de seu arsenal estratégico.
