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Imigração

Travessias marítimas para a Europa tornam-se mais letais apesar de queda nas chegadas, diz ONU

Dados da Organização Internacional para as Migrações mostram que, embora o número de chegadas tenha caído 39%, o número de mortos aumentou.

Por Redação Diário Local

A chegada de migrantes e refugiados à Europa por via marítima registrou uma queda de mais de um terço até o momento neste ano, mas as travessias tornaram-se mais letais, informou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) nesta semana.

De acordo com os dados divulgados pela agência da ONU, cerca de 60 mil pessoas realizaram a travessia marítima em 2026, um número significativamente menor do que os 98 mil registrados no mesmo período do ano passado. Apesar dessa redução de 39% no volume de chegadas, o número de vítimas fatais aumentou.

Pelo menos 2.292 pessoas morreram ou desapareceram durante a jornada até agora, contra 1.999 casos no mesmo período de 2025. A organização ressaltou que é provável que muitos outros casos não tenham sido registrados oficialmente.

Por que as travessias são mais perigosas?

A OIM indicou que o aumento da letalidade ocorre frequentemente devido ao uso de barcos superlotados e sem condições adequadas de navegação. Muitas dessas rotas têm como ponto de partida a costa da Líbia.

Mesmo com a diminuição do fluxo migratório irregular, a vulnerabilidade dos passageiros nas rotas marítimas permanece elevada, contribuindo para o crescimento do número de mortos e desaparecidos.

Novas regras na Europa

O cenário de migração na Europa também é marcado por mudanças políticas. Houve um aumento na pressão de partidos de direita pelo endurecimento das políticas de controle de fronteiras no continente.

Em função desse contexto, a União Europeia concordou, em junho, com a implementação de novas regras que permitem a deportação de migrantes para fora do bloco europeu.

Para enfrentar a crise, a OIM defendeu a criação de mais oportunidades de entrada na Europa por vias legais e a adoção de políticas voltadas para a redução dos riscos enfrentados pelas pessoas ao longo das rotas migratórias.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.