EUA matam quatro pessoas em ataque contra embarcação no Caribe por suspeita de narcotráfico
Ataque contra embarcação no mar do Caribe deixou quatro mortos e faz parte de ofensiva contra grupos classificados como narcoterroristas.
Por Redação Diário Local
Os Estados Unidos confirmaram a morte de quatro pessoas em um ataque contra uma embarcação no mar do Caribe, realizado neste sábado (19). Segundo o Comando Sul das Forças Armadas americanas, a ação foi motivada pelo envolvimento da embarcação no narcotráfico.
O serviço de inteligência dos EUA afirmou que o barco possuía participação ativa no tráfico de drogas. No entanto, os militares não apresentaram evidências materiais que comprovassem o transporte de entorpecentes durante a operação.
Um vídeo divulgado na rede social X mostra o que aparenta ser uma lancha em movimento antes de um clarão. O episódio é o mais recente de uma campanha iniciada no ano passado contra grupos que o governo do presidente Donald Trump descreve como "narcoterroristas".
Com este novo ataque, o número de mortos em 69 ofensivas realizadas por militares americanos chega a pelo menos 231 pessoas. As ações ocorrem há quase um ano, desde que o governo passou a mirar grupos classificados como narcoterroristas.
Por que o governo americano defende os ataques?
O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos estão em um "conflito armado" com cartéis da América Latina. Ele defende a escalada das operações como uma medida necessária para conter o fluxo de drogas e as mortes por overdose em solo americano.
Apesar do posicionamento, o governo dos EUA tem apresentado poucas evidências para sustentar as alegações de que as operações têm atingido traficantes. Organizações de defesa dos direitos humanos, por outro lado, classificam essas ações militares como execuções extrajudiciais.
Expansão das operações na América Latina
O governo americano busca estabelecer acordos com países aliados para ampliar a ofensiva também em território terrestre. No mês passado, durante visita ao Panamá, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que Colômbia, Guatemala e Honduras concordaram em permitir operações militares conjuntas.
Contudo, a Guatemala negou ter fechado qualquer acordo desse tipo. Em março, o Equador iniciou missões semelhantes com os Estados Unidos para combater grupos criminosos em seu território.
Como parte do suporte tecnológico, os EUA começaram a enviar drones avançados para a América do Sul. O modelo utilizado é o MQ-9 Reaper, que possui função dupla de vigilância e ataque, sendo especializado em missões combinadas.
