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Países europeus reagem a onda migratória em Ceuta após entrada de 49 mil pessoas na Espanha

Entrada massiva de marroquinos na cidade espanhola gera reforço de fronteiras na França e críticas da Suécia e Itália.

Por Redação Diário Local

A chegada de mais de 49 mil migrantes à cidade espanhola de Ceuta, no norte da África, nas últimas 24 horas, provocou reações imediatas de diversos governos europeus nesta sexta-feira (31). O fluxo migratório, composto em grande parte por jovens marroquinos, mas que também inclui famílias e crianças, forçou o reforço de controles de fronteira e reacendeu o debate sobre a segurança do Espaço de Schengen.

O Ministério do Interior da Espanha confirmou o volume de pessoas que entraram no enclave espanhol. A maioria dos migrantes chegou à região nadando ao longo da costa ou caminhando por áreas de espigões e cercas. De acordo com relatos, pelo menos 24 pessoas morreram durante a travessia, com os corpos sendo recuperados por forças de segurança espanholas.

Como os países europeus estão reagindo?

A França anunciou o reforço imediato dos controles em sua fronteira com a Espanha. O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, informou que já emitiu instruções para intensificar a fiscalização e acionou a Força de Intervenção Rápida de Fronteira para realizar verificações aprofundadas na divisa entre os dois países.

Na Itália, a primeira-ministra Georgia Meloni qualificou a situação em Ceuta como "impressionante" e afirmou que a imigração clandestina representa uma ameaça à segurança das fronteiras do continente. Meloni defendeu a possibilidade de uma medida extraordinária para suspender a participação da Espanha no Espaço de Schengen, que garante a livre circulação de pessoas na União Europeia.

A Suécia também se manifestou de forma crítica. A ministra do Interior sueca, Mari Rantanen, acusou a Espanha de falhas no controle de suas fronteiras em Ceuta e defendeu que países que não cumprem a obrigação de proteger as fronteiras externas do bloco não devem ser membros do Espaço Schengen.

A resposta do governo espanhol

Diante da sobrecarga de policiais e da Guarda Civil, o governo espanhol enviou unidades do Exército para apoiar o controle do território. O primeiro-ministro Pedro Sánchez anunciou que realiza uma visita a Ceuta nesta sexta-feira (31) acompanhado do ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska.

As autoridades espanholas investigam se houve atuação de redes criminosas de tráfico de pessoas na organização das travessias. O governo também busca fortalecer a cooperação com o Marrocos para o controle de fronteira e para agilizar os processos de retorno de migrantes que possuam base legal para a devolução.

A União Europeia declarou apoio a Madri e sinalizou que está pronta para ampliar a cooperação no controle das fronteiras externas, incluindo o possível reforço da atuação da Frontex, agência responsável pela segurança das fronteiras do bloco.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.