Porta-aviões USS Lincoln enfrenta crise de saúde e falta de comida após 250 dias no mar
Tripulação do navio dos EUA relata falta de saneamento e problemas de saúde mental após meses em missão no Oriente Médio
Por Redação Diário Local
A tripulação do porta-aviões USS Lincoln, enviado ao Oriente Médio para apoiar o conflito dos Estados Unidos contra o Irã, enfrenta uma crise após ultrapassar a marca de 250 dias de embarque ininterrupto. O período excede o padrão habitual de permanência da tripulação, que costuma ser de cerca de 180 dias.
Relatos sobre a situação a bordo indicam problemas de saúde mental entre os 5 mil militares e riscos decorrentes da escassez de alimentos. Para solucionar o impasse, o governo dos Estados Unidos decidiu enviar o porta-aviões USS George Washington, que estava próximo à Malásia, para realizar a substituição da embarcação.
Denúncias sobre as condições de vida no navio foram levantadas por familiares de militares e reportadas pela imprensa norte-americana. De acordo com os relatos, o grupo enfrenta problemas de saneamento básico, encanamento danificado e alimentação insuficiente.
A gravidade da situação afetou o estado psicológico dos envolvidos. Há informações de que o desgaste é tão intenso que alguns militares estariam cogitando o suicídio.
O senador Ruben Gallego confrontou as versões oficiais da administração. Por meio de suas redes sociais, o parlamentar afirmou que conversou com a esposa de um militar, que lhe encaminhou mensagens de texto do marido, reforçando que os soldados estão sendo levados ao limite.
Por outro lado, as autoridades dos Estados Unidos negam a existência de uma crise no navio. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou na quinta-feira (13) que os relatos recebidos são "completamente distorcidos".
O presidente Donald Trump também minimizou o cenário ao ser questionado sobre as questões enfrentadas pela tripulação, afirmando que o tempo de embarque "não é suficiente".
O USS Lincoln, da classe Nimitz, é um dos maiores navios de guerra do mundo e foi adquirido pela Marinha em 1984. A embarcação partiu da Califórnia em novembro com destino ao Mar da China Meridional, mas foi redirecionada para o Oriente Médio antes dos ataques ao Irã, em fevereiro.
