Diário Local
Cuba

Embaixada dos Estados Unidos emite alerta de saúde para Cuba devido a doenças intestinais

Alerta aponta aumento de casos de diarreia e doenças intestinais causados por problemas no abastecimento de água e energia na ilha.

Por Redação Diário Local

A Embaixada dos Estados Unidos em Havana emitiu, nesta sexta-feira (01), um alerta de saúde para Cuba sobre o aumento de doenças intestinais e casos de diarreia na ilha. O comunicado vincula o crescimento dessas enfermidades à deterioração da infraestrutura de abastecimento de água e de energia elétrica no país.

Segundo o órgão diplomático, a instabilidade no fornecimento de energia compromete diretamente o armazenamento de alimentos e o controle de temperatura necessário para a segurança sanitária. A situação afeta tanto o acesso à água potável quanto a conservação de itens essenciais em residências e estabelecimentos comerciais.

O alerta ocorre em um cenário de restrições ao envio de combustíveis para a ilha, imposto pelo governo de Donald Trump. A medida tem contribuído para a frequência de apagões que duram dias, dificultando a refrigeração de alimentos e a manutenção de medidas de higiene básicas.

A Embaixada recomendou que viajantes e moradores tenham cuidado redobrado com alimentos perecíveis que possam ter sido armazenados de forma inadequada. A orientação é evitar o consumo de produtos que tenham permanecido em temperatura ambiente por períodos prolongados.

A crise de infraestrutura é agravada pelo clima do Caribe, que apresenta verão quente e abafado. Sem o uso de ar-condicionado ou ventiladores, a conservação de alimentos torna-se ainda mais crítica, enquanto moradores relatam dificuldades para dormir e manter o bem-estar.

Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) classificaram o bloqueio de combustíveis como uma violação do direito internacional. Em agosto, o grupo de especialistas da ONU já havia alertado para o risco crescente de surtos de doenças na ilha devido ao intensificado das sanções.

Para os especialistas da ONU, as consequências humanitárias estão se transformando em uma crise generalizada, que ameaça direitos fundamentais como a saúde, a vida e a alimentação. Moradores de diversas regiões de Cuba relatam, há meses, episódios de febre, dores no corpo e diarreia intensa.

O governo dos Estados Unidos justifica as sanções como uma necessidade para forçar mudanças no governo cubano. O governo americano classifica Cuba como uma ameaça à sua segurança nacional, mantendo a política de pressão que ocorre há décadas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.