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Nepal

Nepal terá que reconstruir 20 mil casas após deslizamento e enchentes devastadoras

Autoridades estimam necessidade de novas moradias após colapso de geleira e enchentes deixarem mais de mil mortos e milhares de desaparecidos.

Por Redação Diário Local

O governo do Nepal informou nesta quinta-feira (3) que cerca de 20 mil casas precisarão ser reconstruídas nas áreas atingidas por enchentes e deslizamentos de terra. A estimativa foi divulgada enquanto as equipes de resgate tentam localizar milhares de pessoas desaparecidas após a catástrofe ocorrida na semana passada.

O desastre foi provocado pelo colapso de uma geleira no dia 26 de agosto, que gerou uma enxurrada de gelo, rochas e lama. O fluxo atingiu a região de fronteira entre o Nepal e a China, destruindo diversos assentamentos e deixando poucas residências intactas na área afetada.

Segundo a Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres (NDRRMA), as estimativas preliminares indicam que 7.500 casas foram completamente destruídas, levadas pela correnteza ou soterradas por escombros. O chefe do órgão, Dharma Raj Upreti, afirmou que mesmo as construções que permaneceram de pé não têm condições de habitabilidade.

Até esta quinta-feira (3), a NDRRMA confirmou 1.273 mortes no Nepal. O número de desaparecidos é de 4.757 pessoas, entre as quais o governo informou que pelo menos 583 são estrangeiros, muitos deles peregrinos e trilheiros.

Na China, o balanço atualizado indica a morte de 21 pessoas. As operações de busca e socorro envolvem mais de 9.300 soldados do Exército nepalês, que atuam no atendimento médico de emergência, na remoção de bloqueios em estradas e na gestão de corpos.

Busca por sobreviventes em túneis

As equipes de resgate também trabalham para localizar pelo menos 900 sobreviventes que podem estar presos em túneis ligados a projetos hidrelétricos. Para auxiliar nessa tarefa, o Exército conta com o suporte de especialistas da Índia, da China e da Coreia do Sul.

Um oficial do Exército afirmou que as operações de busca e resgate continuarão enquanto houver qualquer esperança de encontrar sobreviventes. Caso não haja vida, o foco das equipes será a recuperação dos corpos nas zonas devastadas.

O desastre tem gerado apelos internacionais para o uso de tecnologia na localização de vítimas. Uma estudante de medicina australiana solicitou que empresas de tecnologia compartilhem dados de rastreamento para ajudar a restringir as áreas de busca e facilitar o trabalho das equipes de resgate.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.