Presidente da Colômbia publica vídeo de operação com corpos de membros de grupo criminoso
Abelardo De La Espriella comemorou sucesso da operação Centinela de la Patria, que resultou na morte de líder de grupo armado.
Por Redação Diário Local
O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, publicou nesta sexta-feira (4) um vídeo comemorando o sucesso de operações militares contra grupos criminosos, em que corpos de membros desses grupos aparecem enfileirados no chão. As imagens fazem parte da divulgação da operação "Centinela de la Patria", realizada pela Polícia Nacional.
A ação resultou na morte de Naín Andrés Pérez Toncel, conhecido como "Bendito Menor", considerado um dos criminosos mais perigosos do país. Segundo o governo, Pérez Toncel era o líder máximo do grupo armado ilegal Autodefensas Conquistadoras de la Sierra Nevada.
A operação ocorreu na madrugada desta sexta-feira (4), na zona rural de Riohacha, no departamento de La Guajira. Além de Pérez Toncel, outras três pessoas foram mortas durante a ofensiva, conforme informaram o alto comando militar e o departamento de La Guajira.
A publicação do presidente na rede social X gerou repercussão política imediata. Setores da oposição e críticos alertaram que a exibição pública de cadáveres pode violar o Direito Internacional Humanitário (DIH), que proíbe o tratamento degradante e a exploração da dignidade dos mortos em combate para fins de propaganda.
O senador Iván Cepeda criticou a postura do presidente, afirmando que a atitude demonstra falta de humanidade. Por outro lado, apoiadores do governo e membros do partido Defensores da Pátria sustentam que as imagens são um ato de dissuasão estratégica para transmitir autoridade diante de grupos armados ilegais.
A medida reflete a nova diretriz de segurança de De La Espriella, que incluiu em sua campanha o fim da política de "paz total" adotada pelo governo anterior. O presidente suspendeu negociações de paz com dissidentes das FARC, a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) e gangues ligadas ao narcotráfico.
Em pronunciamentos anteriores, o governo colombiano afirmou que não permitirá que mesas de diálogo sirvam de refúgio para a violência. O presidente reiterou que, como comandante-em-chefe das Forças Armadas, ordenou operações para combater a impunidade e grupos que persistem na criminalidade.
Recentemente, o governo também ordenou bombardeios contra frentes comandadas por Néstor Gregorio Vera Fernández, o "Iván Mordisco", um dissidente das FARC. O Ministério da Defesa da Colômbia oferece uma recompensa de US$ 1,5 milhão pela captura do líder criminoso.
